AFINAL, QUEM FAZ MAIS EM CASA?

EO 2020 Parentalidade
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A IKEA e a Visão desenvolveram um estudo que tem como mote "A Igualdade começa em casa" e que mostra que a desigualdade entre os dois elementos do casal ainda é uma realidade.

A IKEA e a revista Visão uniram-se para analisar e medir, através de um estudo, realizado pela GfK Metris, a “Paridade dentro de casa”. Sob o mote “A Igualdade começa em casa”, foram reveladas as conclusões que vêm demonstrar que a desigualdade acontece.

As mulheres continuam a assumir grande parte das tarefas domésticas, desde a preparação de refeições, o cuidado da roupa, ou até mesmo os filhos – esta foi uma das principais conclusões do estudo da Visão em parceria com a IKEA.

Num universo de 601 indivíduos, os resultados demonstram que a igualdade ainda é uma realidade distante, principalmente entre casais mais velhos. É na faixa etária entre os 45 e os 54 anos que as mulheres mais sentem a repartição desigual.

Entre os que consideram que não existe uma repartição equilibrada de tarefas, 87,7% dos homens assume que a mulher é a mais penalizada. O mesmo se verifica no meio das mulheres: 96,8% respondem que se sentem mais “sobrecarregadas” com as tarefas domésticas do que o companheiro.

Através do estudo, é possível concluir que:

- Relativamente a filhos, os resultados são dos mais díspares: 74,3% das mulheres responde que só elas, ou maioritariamente elas, ficam com os filhos em casa quando estes estão doentes, contra apenas 14,6% dos homens que dizem fazê-lo. A disponibilidade é apontada como principal razão para estes resultados, tanto pelas mulheres como pelos homens.

- Com o cuidado da roupa, o cenário mantém-se, com mais de 80% das mulheres a dizer que são só elas, ou maioritariamente elas, a lavar e estender a roupa. Mais de 62% dos homens confirmam: só as mulheres é que assumem essa tarefa em casa. Neste caso, a razão para o desequilíbrio na distribuição destas tarefas é diferente: os homens consideram que por questões de competência, já as mulheres afirmam que a disponibilidade é o principal motivo.

- Quando se fala de bricolage, há novamente uma repartição desigual, mas, desta vez, sobre os homens. Tanto eles (75,5%) como elas (59,5%) assumem que só os homens, ou maioritariamente eles, o fazem.

- Apenas a nível de pagamentos se verifica algum equilíbrio: homens (26,3%) e mulheres (28,2%) respondem que tanto um como outro se responsabilizam por esta tarefa de forma igual.

As conclusões deste estudo foram debatidas por celebridades e especialistas desta área, numa conversa que decorreu no dia 14 de fevereiro, na IKEA de Alfragide.

Consulte o estudo completo aqui.