2ª CONFERÊNCIA ESTRELAS & OURIÇOS: COMO COMEM HOJE AS CRIANÇAS PORTUGUESAS

EO 2019 CascaisConferênciaM/0
  • slider
  • slider
  • slider
  • slider
  • slider
  • slider
  • slider
  • slider
  • slider
  • slider

É preciso educar para o paladar, envolver as crianças na preparação das refeições, dar-lhes ferramentas para que possam futuramente confecioná-las e não desistir de fazer opções saudáveis, apesar das dificuldades que o dia a dia imprime nas decisões a tomar. Estas foram apenas algumas das reflexões e questões levantadas na 2ª Conferência Estrelas & Ouriços “Como comem hoje as crianças portuguesas”.

Depois do sucesso da primeira conferência Estrelas & Ouriços, a Casa das Histórias Paula Rego voltou a receber mais um tema pertinente, que colocou em destaque as crianças e convidou pais, profissionais da área da saúde, estudantes e interessados no assunto, a refletir sobre os hábitos alimentares dos mais pequenos ao pequeno-almoço, segundo o “Estudo Sobre o Pequeno-Almoço das Crianças Portuguesas”. A moderação esteve a cargo de Sara Rodi.

Com encontro marcado às 9.30h, na Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, a 2ª Conferência Estrelas & Ouriços: Como Comem as Crianças Portuguesas, teve início com as palavras de Madalena Nunes Diogo, diretora geral da revista que despertou a curiosidade de todos os presentes para descobrirem as conclusões e diretrizes do “Estudo Sobre o Pequeno-Almoço das Crianças Portuguesas”.

Ana Leonor Perdigão, responsável pelo programa Nestlé por Crianças mais Saudáveis, fez as honras e apresentou o estudo tão esperado, que serviu para dar o pontapé de saída da conferência.

As conclusões apresentadas surpreenderam a muitos, como foi o caso de uma das participantes, Joana Mendonça, que afirmou ter ficado admirada com o número elevado de crianças que tomam o pequeno-almoço regularmente (99,6%, segundo o estudo) e o número reduzido de crianças que consomem fruta, apenas 17%.

Seguiram-se as mesas redondas, com as participações de profissionais da área da saúde, como nutricionistas, médicos, psicólogos e outros mediadores do dia a dia dos mais pequenos, no que diz respeito ao ensino escolar.

Rui Lima, formado em Nutrição e pós-graduado em Promoção e Educação para a Saúde e um dos responsáveis pela oferta alimentar nas escolas, alertou para a redução de consumo de leite pelas crianças nos primeiros anos de vida, uma questão preocupante que pode trazer “consequências que muitas vezes não temos noção”.

O orador referiu-se ainda à multiculturalidade que carateriza a população escolar – à roda dos 80 países – o que constitui um verdadeiro desafio em termos do prazer na alimentação, embora garanta que a oferta é adequada.

Já Miguel Arriaga, chefe de Divisão de Literacia, Saúde e Bem-Estar da Direção-Geral da Saúde, destacou a alimentação como a “rainha da moderação do estilo de vida saudável”.

O responsável recordou a existência da Biblioteca de Literacia em Saúde da Direcção-Geral da Saúde, com entradas para a alimentação, que pode consultar aqui.

DIRETRIZES PARA OS EDUCADORES
Comer é fundamental a todos os seres vivos. A alimentação e o Homem caminham lado a lado desde os tempos mais ancestrais, mas será que temos feito esse caminho da forma certa?

Ana Leonor Perdigão, responsável pelo programa "Nestlé por Crianças mais Saudáveis", deixou algumas sugestões para esta questão: “Não é bom obrigar as crianças a comer algo, mas sim explicar para envolvê-las, nem que tenhamos de colocar um certo alimento no prato 40 vezes. Mas, é importante relembrar que elas seguem exemplos e comem se os pais comerem”.

A responsável recordou ainda que quase 30% da população está numa situação de insegurança alimentar em matéria de acesso a uma alimentação saudável, o que deixa no ar a preocupação inerente aos dados e a importância do papel que a sociedade pode aqui ter.

Mário Cordeiro, médico pediatra, marcou presença no encontro e levantou um alerta ao público, sobre o tempo e o cariz de urgência que atribuímos às questões.

“Temos de pensar no antes, no durante e no depois. De onde viemos e para onde vamos. O tempo é finito. Devemos saber dizer não às crianças e não apresentar facilitismo. Levá-las ao supermercado para ver as coisas, tocar, cheirar, ajudar a arrumar e serem autênticos mini-chefes.”

Helena Real, da Associação Portuguesa dos Nutricionistas, informou a audiência sobre a gravidade do facto de existirem crianças que chegam à escola sem terem tomado o pequeno-almoço. Apontou ainda para estudo que diz que uma criança que saiba cozinhar vai ter melhores hábitos alimentares.

Esta conferência realizou-se no âmbito dos 20 anos do programa ‘Nestlé por crianças mais saudáveis’, que o ano passado envolveu mais de 154 mil crianças em contexto escolar, e que, desde 1999, é parceiro do Ministério da Educação.

Conheça mais sobre o estudo aqui.