CIENTISTAS ESTABELECEM SEIS PRINCÍPIOS PARA CRIAR BONS FILHOS

EO 2018 Estudo
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Os pais são os primeiros exemplos que as crianças seguem. Se quisermos que os nossos filhos venham a ser adultos bem formados, convém perceber que eles estão atentos à nossa conduta e que não basta falar de bons princípios: é preciso pô-los em prática. E, já agora, dar mais do nosso tempo.

Sim, as crianças deviam vir com manuais de instruções mas… mesmo não havendo fórmulas mágicas para criar miúdos felizes, equilibrados, bem-sucedidos e que venham a ser adultos bem formados, investigadores da universidade de Harvard, citados num artigo de Paulo Nobuo no site Vix, estabeleceram seis regras para obter os melhores resultados possíveis na educação dos nossos filhos.

1.Passe o máximo de tempo com o seu filho. Todos sabemos que a gestão do tempo é um dos grandes problemas das atuais famílias. Mas não deixa de ser fundamental que passe tempo com o seu filho. Como? Por vezes basta que troquem ideias, que brinquem um pouco e que riam muito - o riso é sinal de saúde e inteligência. A atenção que dá ao seu filho tem uma tradução clara para ele, pois prova, na prática, o quanto ele é importante para si. Além disso, ele vai perceber com esses gestos como é importante dar atenção e cuidar de quem se gosta.

2. Diga ao seu filho o quanto gosta dele. Há quanto tempo não diz ao seu filho que gosta dele? Por vezes, podemos não ver qualquer utilidade ou importância em verbalizar os nossos sentimentos junto dos nossos filhos, uma vez que, para nós, são óbvios e inquestionáveis. Mas, na verdade, é fundamental transmitir-lhes esses sentimentos por palavras. Escreve o jornalista Paulo Nobuo no artigo da Vix: “Muitos adultos podem pensar que as crianças não compreendem certas palavras ou declarações. Mas, os cientistas afirmam que é importante para os pais dizerem de forma clara e em voz alta o quanto amam os filhos”.

3. Ensine-o a ser responsável. Quase sempre, não basta o que o pai ou a mãe digam; os miúdos querem provar que é mesmo assim. Por isso, evite tomar as decisões que lhes cabem. “É importante que as crianças entendam que as suas escolhas têm consequências”, defende Paulo Nobuo.

4. Mostre-lhe a importância da gratidão. Mais uma vez, não basta dizer. De que adianta pregar as virtudes da generosidade ou da tolerância se o seu comportamento diário anda longe desses conceitos?  Como diz o jornalista da Vix, é bom ensinar os benefícios do perdão, da compaixão, da gratidão. “E quando a criança agir da forma correta, não tenha medo de a elogiar”.

5. Ajude-o a lidar com as emoções negativas. Numa sociedade dominada pela velocidade dos acontecimentos e pelo culto do eu, nem sempre é fácil gerir a frustração e outras emoções destrutivas. Por mais que desejemos o contrário, os nossos filhos não são imunes a essa carga. “Sentimentos negativos como a vergonha, inveja ou raiva são comuns durante o crescimento, mas o papel dos pais é ensiná-los a controlar essas emoções”, defende Nobuo. Ou seja, não se trata de reprimir, mas sim de ajudar as crianças a reconhecer e a ter controlo sobre as suas emoções negativas.

6. Promova a solidariedade. Explique à criança que o mundo é muito mais do que família e que, apresar de haver muita gente a ignorar o próximo, não há nada como ajudar os outros – isso dá prazer e paz de espírito. Tais ensinamentos vão ajudá-lo a ter uma vida social mais consciente.