UM PASSEIO A BELMONTE

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Um dos 50 melhores pequenos museus da Europa está em Belmonte, a vila mais judaica de Portugal. Vale a pena ir lá!

A escolha é do Sunday Telegraph. Na opinião deste jornal inglês, em Belmonte há um dos 50 melhores pequenos museus da Europa, o museu judaico de Belmonte. Mas a aldeia é um verdadeiro mundo museológico que muitos desconhecem. Para além do Museu Judaico há ainda os museu do Azeite e dos Descobrimentos, não fosse Belmonte a terra natal de Pedro Álvares Cabral, e ainda o Ecomuseu do Zêzere.

O Museu Judaico é um museu que retrata a longa história da comunidade judaica na região. É o primeiro museu deste género em Portugal. Expõe mais de uma centena de peças religiosas, do dia a dia  e de uso profissional utilizadas por famílias hebraicas, especialmente da Beira Interior e Trás-os-Montes. É muito interessante e serve para falar às crianças, de uma forma educativa, sobre o problema do povo judeu e do holocausto, por exemplo.

Já o Museu dos Descobrimentos proporciona uma visita completamente diferente. Aqui, de forma lúdica, evoca-se a descoberta do Brasil. Este museu vai ser uma verdadeira surpresa. É muito interativo  e tem muita tecnologia na apresentação do seu espólio. Os mais pequenos vão achar o máximo. Na visita, ao longo de 16 salas, vão sentir o que é andar numa caravela, sentir o vazio e o enjoo do mar, conhecer as várias facetas da cultura brasileira, entre muitas outras coisas referentes à viagem de Pedro Álvares Cabral. Numa sala a temperatura está mais elevada, para simular o clima dos trópicos, noutra é possível sentir o ambiente de preparação de uma armada ou ver como os escravos eram tratados. Será uma visita inesquecível.

A aldeia de Belmonte é muito antiga, remonta ao início de Portugal… passear pelas suas ruas vale bem a pena para ver as construções em pedra; as casas, o castelo e as igrejas, todos são muito bonitos.

À tarde, aproveite para ver o Museu do Azeite. Num antigo lagar vamos descobrir as técnicas de produção de azeite, um produto que já os romanos produziam. No exterior há um olival para que se conheça todo o processo desde a azeitona até ao galheteiro lá de casa.

Para passar uma noite de sonho, a Pousada de Belmonte é uma excelente escolha. Foi fruto da recuperação das ruínas do antigo Convento de Nossa Senhora da Esperança, sobre uma Ermida construída no século XIII. Trata-se de um espaço histórico, excelente para um fim de dia descansado.

No dia seguinte, a proposta é mais ecológica… uma visita ao Ecomuseu do Zêzere, na Tulha dos Cabrais, um edifício que servia de armazém das rendas da família de Pedro Álvares Cabral. No museu, os visitantes podem acompanhar a viagem pelo Rio Zêzere, desde a nascente até Constância, onde se encontra com o Tejo. Ficamos a conhecer a sua fauna e a sua flora bem como os perigos que o espreita, como a poluição. Para as crianças é uma visita super proveitosa.

O fim de semana  está a chegar ao fim mas o regresso a casa não pode acontecer sem passar pela Torre de Centum Celas. Trata-se de um edifício romano, de três pisos, talvez do século I. Não se sabe bem se era um templo, uma albergaria ou mesmo uma prisão. Hoje é um monumento nacional, único, e vale a pena visitá-lo. Fica mesmo no caminho da autoestrada . É uma forma simpática de dizermos adeus a esta maravilhosa paisagem e de um fim de semana  em cheio.