CHAPÉUS HÁ MUITOS E SAPATOS AINDA MAIS

EO 2017 Porto e NorteMuseus
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Ir a S. João da Madeira começa a ser uma obrigação para ver dois dos museus mais originais de Portugal; o Museu da Chapelaria e, agora, o novíssimo Museu do Calçado.

O Museu do Calçado fica lado a lado com o Museu da Chapelaria e a poucos metros do Centro de Arte da Oliva. Os dois museus proporcionam aquele tipo de visitas que crianças e adultos adoram. Não são nada cansativas nem aborrecidas, e abordam dois tipos de objetos completamente originais e únicos em museus; os chapéus e os sapatos.

Só no Museu do Calçado há 500 sapatos para ver. Neste espaço e de forma inovadora, somos convidados a percorrer a história da produção do calçado, desde a oficina até às grandes fábricas, a evolução do sapato ao longo do tempo e a realidade de design do calçado dos dias de hoje. De facto, não faltam motivos para visitar este museu, por exemplo, a galeria de sapatos notáveis, que foram calçados por ilustres escritores, desportistas, atores ou políticos, e que têm muitas histórias para contar. Imaginem lá quem é que deixou os sapatos no museu: a Dorothy, do Feiticeiro de Oz. Pois é, vão poder ver os seus sapatinhos rubis usados no espetáculo de Felipe La Féria.

Há, ainda, um túnel do tempo. Por lá mostram-se réplicas de calçado que acompanham a evolução da Humanidade, desde a pré-história à atualidade. Numa das áreas expositivas, apresentam-se sapatos produzidos pelos principais designers de todo o mundo e muitas histórias de sapatos notáveis. Finalmente, a última área, é dedicada à produção artística contemporânea, apresentando-se diversas obras de artistas nacionais e internacionais que tiveram como inspiração o sapato.

O desafio do museu é grande, levar-nos a compreender o ofício do sapateiro e a evolução da humanidade através do calçado. Para isso recria dois momentos históricos: a produção artesanal, a do sapateiro na sua oficina, e a produção industrial através de uma unidade fabril dos anos 1980. Mas a visita não podia acabar sem a descoberta (para os mais novos) das sapatilhas mais famosas das décadas de 70 e 80. É ao longo de um corredor branco que se encontra a montra dedicada às Sanjo, nascidas na secção de borracha da Empresa Industrial de Chapelaria, em São João da Madeira. Está lá a bota de lona que, antes de sucumbir à concorrência das grandes marcas internacionais, calçou os portugueses de norte a sul.

Muito interessante, também, é a exposição “O calçado com arte” onde nenhum sapato se calça. De objeto de consumo, o calçado passa a objeto artístico. Sem dúvidas um museu diferente e um excelente motivo para um passeio em família até S. João da Madeira.

Mesmo ao lado, passem pelo Museu da Chapelaria, igualmente muito bonito e interessante. Já lá vai o tempo em que ninguém saía à rua sem chapéu. Hoje a moda de usar chapéu está timidamente a regressar e é uma boa razão para descobrir como, no passado, se fabricavam estes acessórios. Cartolas, chapéus de Cowboy, Cloches e Cocos, entre muitos outros, fazem-nos viajar no tempo. Ao percorrer os corredores, para além da exposição de maquinarias também se pode conhecer a vida dos trabalhadores desta indústria que foi tão importante para a região.

Concluída a visita, porque não almoçar ou lanchar no próprio museu? A Fábrica dos Sentidos é cafetaria, restaurante e salão de chá. Tem pratos tradicionais com a curiosidade de alguns menus terem designações relacionadas com o tema, como por exemplo, menu chapéu de coco, de palha, aba larga ou de feltro. Para quem preferir o ar livre, e se o tempo permitir, sugerimos um piquenique no Parque de Nossa Senhora dos Milagres. Ali um parque de merendas, um circuito de manutenção e um parque infantil em conjunto com jardins de flores de todas as espécies e árvores centenárias de grande porte, proporcionam um cenário perfeito de bem estar e lazer.

Informações:
Museu do Calçado | 256 004 006
Museu da Chapelaria | 256 201 680