CASTELO DE TAVIRA

EO 2018 TaviraVisita2ª a 6ª: 8h-19h, Sáb., Dom. Fer.: 10h-19h (verão), 9h-17h (inverno)M/00€
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ATIVIDADE GRÁTIS

O Castelo localiza-se na Vila Adentro, junto à Igreja de Santa Maria do Castelo. Tem no seu interior um jardim e partir do mesmo tem uma vista panorâmica sobre Tavira.

Após a construção de uma muralha fenícia entre os séculos VIII e VII a. C. passaram-se cerca de 14 séculos sem que nenhum importante aglomerado urbano se tivesse formado nas margens do Gilão. Os muçulmanos retomam a povoação de Tavira, em finais do século X ou inícios do XI, promovendo a construção do castelo no topo da colina de Santa Maria. Uma das suas funções seria proteger o vau do Gilão que permitia o trânsito entre as duas margens, supostamente, antes da construção da ponte.

Ao longo do século XI, a localidade vê a aumentar a sua importância crescendo em direção ao rio. Ali fixa-se uma população que aumenta gradualmente, agregando também os muçulmanos vindos do norte em busca de refúgio nas zonas mais pacatas do sul da Península Ibérica. A uma primeira muralha almorávida, construída, com grande probabilidade, nos finais do século XI ou já no século XII, seguiu-se a reforma almóada (entre 1146 e 1168), período de que datam os seus principais elementos.

São consideráveis os restos dessas muralhas, originalmente construídas em taipa. Desse período pode observar-se no atual núcleo museológico islâmico, na Praça da República, o que resta de uma antiga porta em arco de ferradura que, possivelmente, estaria associada a uma torre defensiva. Na zona da atual alcáçova, caindo para a rua da Liberdade, conserva-se uma poderosa torre albarrã hexagonal claramente destacada das restantes estruturas e que, apesar de refeita, deve ser colocada em paralelo com outras torres poligonais ibéricas de época muçulmana.

Depois de conquistada a cidade pelos cristãos, foram executadas obras no recinto muralhado existindo notícias destas campanhas nos reinados de D. Afonso III (1248-1279) e de D. Dinis (1279-1325). Na Baixa Idade Média, o perímetro amuralhado rondava os cinco hectares, indiciando a importância da vila. Na viragem para a Modernidade, a Porta de D. Manuel I, aberta para a atual Praça da República, tornou-se o eixo de passagem privilegiado entre o interior e o exterior das muralhas, razão do seu enobrecimento com os símbolos manuelinos durante o primeiro quartel do século XVI.

O castelo de Tavira atravessa a idade Moderna chegando à contemporaneidade em estado de ruína e já sem aliciantes infraestruturas (como o palácio do Alcaide-mor). Perdida a utilidade defensiva, o espaço serve de cemitério durante toda a primeira metade do século XIX, conhecendo maior agitação quando uma grave epidemia de cólera investe sobre a cidade em 1832.

Em 1938 a Câmara de Tavira adquire o terreno do castelo, projetando fazer aí um miradouro e ajardinar o interior da fortaleza. Da iniciativa nasce o Jardim do Castelo.