500 AVES NO ZOO DE LOUROSA

EO 2017 Santa Maria da FeiraVisitas e Atividades2ª a 6ª: 9.30h-18h, Sab., Dom. e Feriados: 14h-18h3€ / 4€
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Na dinâmica do único Parque Ornitológico do País inserem-se aprendizagens sobre a biologia animal de forma criativa, horas de alimentação interativas de algumas espécies, ateliês e campos de férias.

O Zoo de Lourosa é um equipamento zoológico que tem particularidades singulares a nível nacional – é o único parque ornitológico do país. Dedicado exclusivamente a aves, com uma coleção de cerca de 500 exemplares de 150 espécies diferentes, distribuídas por 80 habitats de cativeiro. De resto, tem uma das mais emblemáticas e representativas coleções de aves da Peninsula Ibérica, espelhando a realidade da Avifauna dos 5 continentes.

O que se encontra no Zoo de Lourosa?

Com uma forte dinâmica voltada para o público familiar e escolar, este diferenciador equipamento assume uma transversalidade etária. O fascínio natural que o público tem pelo conhecimento sobre a vida animal e o potencial dedicado a atividades de educação ambiental fizeram com que se marcasse um ponto de viragem, desde 2009, no acesso do visitante à possibilidade de contactar e vivenciar realidades que se concentram no propósito primeiro do POL – Recriar habitats, Reproduzir espécies e Reciclar conhecimentos.

O planeamento e agendamento de atividades anuais faz com que consigamos oferecer uma diversidade de atividades gerando um acréscimo de valor à simples visita a um equipamento zoológico.

Das efemérides mais comuns às atividades que explicam a biologia animal de forma criativa, passando pelas interativas horas de alimentação de algumas espécies em particular, não esquecendo os ateliers e campos de férias direcionados para a faixa etária dos 5 aos 12 anos, são várias as atividades que acontecem todos os meses do ano.

Novidades 2017:

- 35 aves de 18 espécies diferentes são os novos habitantes do Zoo
- Zoo dos 4 cantos do mundo enviam aves para o POL

Com a chegada da primavera, as aves despoletam o seu sentido reprodutor. Segundo várias pesquisas na área da ornitologia, a reprodução das aves é influenciada pelo próprio ambiente, como luz natural e o aumento das temperaturas, que naturalmente acontece na mudança de estação. A Primavera é, por excelência, a estação em que as aves cuidam dos seus ovos nos ninhos.

A criação de habitats é crucial para a sobrevivência e para a sua reprodução. O Zoo de Lourosa, único parque ornitológico do País, nesta altura do ano, vê a família crescer. Chegaram ao parque 35 aves novas, de 18 espécies diferentes. Está na altura de as conhecer!

Espécies recém-chegadas do Habitat Africano

Chegaram, recentemente, três espécies que já se encontram perfeitamente adaptadas à sua nova casa. Grous Coroados com as suas plumagens brancas e cinzentas e a crista amarela, alimentam-se de vegetais, sementes, minhocas, pequenos peixes, sendo a sua atividade predileta a procura de alimentos no solo.

Por sua vez, as Cegonhas de Abdim caracterizam-se pela apetência para a migração, com o intuito de aproveitar as chuvas da primavera, o seu conforto eleito são os poleiros mais altos.

Estas aves não se encontram em perigo de perda de habitat, contudo são caçadas devido à superstição que trazem chuva para as terras secas.

O jovem casal de Calau Trompeteiro pertence ao grupo dos bucerotiforme e apresentam um canto muito particular, semelhante ao choro de uma criança.

Novas espécies ao abrigo dos programas de conversão da EAZA

A Associação Europeia de Zoológicos e Aquários (EAZA) age com o intuito de promover o bem-estar fisiológico e psicológico animal da biodiversidade global.

No decorrer dos programas de conversão da associação europeia, com a finalidade de suportar a sobrevivência das espécies, destacam-se alguns Zoos além-fronteiras, que fizeram chegar as espécies a Lourosa, vindas de Espanha, Bélgica, República Checa, Alemanha, Holanda, Polónia e Eslováquia.

Calau enrugado, Cegonha de Abdim, Grou de pescoço branco, Ave martelo, Papagaio amazonas de fronte vermelha, Faisão Argus e Pombo Coroado de Sclater, são algumas espécies que fazem parte do grupo.

“As especiais”
No decorrer do programa da EAZA, o Zoo de Lourosa assumiu a coordenação do ESB do Urubu-rei e as monitorizações da Íbis escarlate e do Calau do casco cinzento.

Urubu-rei
Com o nome cientifico Sarcoramphus papa, esta espécie pertence à fundação ESB - European StudBook, programas reprodutivos da EAZA. Através deste programa, o coordenador do Studbook reúne todas as informações acerca da espécie em estudo, em todos os Zoos europeus.

O Zoo Lourosa reúne as informações com o intuito de analisar a evolução da espécie com a finalidade de emitir recomendações acerca de possíveis transferências de animais em função da viabilidade e manutenção da espécie.

Anteriormente coordenado pelo Burgers’ Zoo na Holanda, esta espécie habita no território brasileiro e assume um papel importante no zelo do meio ambiente ao alimentar-se de animais exterminados por doença ajudando a controlar a epidemia.

Conhecido pela sua cabeça e pescoço que fazem lembrar o arco-íris, devido à sua baixa capacidade reprodutiva e à degradação do seu habitat, é uma espécie rara.

Íbis escarlate
A espécie Íbis escarlate encanta com a sua cor escarlate.

Assume a especificidade de um verdadeiro camaleão ao passar da cor preta, antes de atingir a fase adulta, até à sua vibrante cor.

Para conseguirem manter a sua coloração, necessitam de seguir uma dieta à base de proteína e camarões. A sua monitorização acontece através da realização de um estudo, com o objetivo de quantificar a influência da dieta na sua coloração.

Estas aves são particularmente respeitadas na ilha de Trinidad e Tobago, nas Caraíbas, sendo mesmo o seu símbolo nacional.

Calau de casco cinzento
O Zoo de Lourosa teve um papel importante para a criação desta espécie. Em 2009, o Zoo foi o primeiro a produzir o Calau de casco cinzento, gerado em cativeiro contribuiu com várias fêmeas para formar jovens casais desta espécie.

Sendo uma espécie dificilmente reproduzida em cativeiro, este acontecimento é um marco importante para esta ave.

Para a sua reprodução é fundamental que o casal seja compatível e que a fêmea encontre um tronco do seu agrado para fazer o ninho.

Esta espécie não se encontra em vias de extinção, contudo, a perda de habitat, a sua captação para consumo humano e para tráfego internacional, tem vindo a aumentar a importância para a sua preservação.

Em 2016 foi criado o primeiro macho que será enviado, nesta primavera, para o Zoo de Blackpoll na Inglaterra.

O Zoo de Lourosa também organiza festas de aniversário.

Obs.: entrada gratuita para crianças até 5 anos.