UM MUSEU COM BOLINHAS DE SABÃO

EO 2016 AlentejoMuseu e Natureza
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Só há 4 museus do sabão em todo o mundo e para nossa sorte um é em Belver. Venha visitá-lo e aproveite para passear por uma das zonas mais bonitas do Alentejo.

A vista do Castelo de Belver é de tirar a respiração, ou não fosse Belo de Ver.

Aproveitando a abundância das matérias-primas, necessárias para a produção do sabão, a zona do Alto Alentejo teve desde o século XVI uma grande importância na indústria saboeira nacional. Foi assim que, em Belver se instalou uma Real Fábrica de Sabão funcionando em regime de monopólio régio, da qual ainda hoje se encontram vestígios.

Para trazer esta história até aos nossos dias, a antiga escola primária de Belver foi recuperada e transformada no Museu do Sabão, que dispõe de um avançado sistema tecnológico e interativo o qual nos permite ter um conhecimento mais profundo sobre a história e a arte do sabão e saboeiros. É muito divertido, principalmente para os mais novos. Os mais velhos não ficarão indiferentes às embalagens mais antigas do OMO ou do sabão azul e branco.

Mas Belver tem mais para ver. Por exemplo, o seu castelo de onde se avista a tal paisagem magnífica com o rio Tejo no fundo do vale, os comboios a passarem ao seu lado e os gaviões a voarem no céu. O castelo é muito antigo, pois data do tempo de D. Sancho I. A sua importância e segurança eram evidentes tanto que D. Sancho II mandou aí guardar os dinheiros do tesouro real. Mais tarde, terá servido como prisão para o poeta Luís Vaz de Camões, durante a sua juventude.

Do castelo vê-se a barragem de Belver. Recomendamos um passeio de barco pela bacia. Todos vão adorar e a paisagem continua a ser um encanto. Na outra margem do Tejo há a Praia do Alamal onde existe um complexo do Inatel com muitas atividades aquáticas fluviais. O local é paradisíaco e dá para fazer um piquenique inesquecível com os pés no Tejo.

Para descansar o resto do dia e ter uma noite tranquila, a Quinta do Belo Ver é uma excelente opção. Tem piscina e ainda dá para as crianças  brincarem.

No domingo, à saída de Belver sugerimos uma visita ao museu em Domingos da Vinha, uma pequena aldeia, onde são explicadas as tradições e cultura dos habitantes daquela povoação.

No museu observam-se os instrumentos necessários ao fabrico do vinho, como é o caso do fuso de madeira, peça única trabalhada em madeira de azinheira. Também para o fabrico do pão podemos ver os utensílios e cereais aí usados, já que as searas são uma presença na região.

Ainda neste museu de tradições aprendemos como se punha a mesa, para refeições, numa aldeia do século passado.