O MAIOR ARCO DO MUNDO

EO 2018 LisboaVisita3ª a Dom.: 10h-17.30hM/00€ / 3€
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O Aqueduto foi construído no século XVIII para resolver o problema de abastecimento de água à cidade de Lisboa, tendo sindo a maior obra de engenharia hidráulica do mundo feita na época.

O responsável por esta obra foi Manuel da Maia, considerado um dos maiores arquitetos portugueses de sempre, a mando do rei D. João V. Graças a esta obra do século XVIII, os lisboetas viram diminuir o seu problema de carência de água, que condicionava as condições de higiene e salubridade. Por este motivo, era frequente que os habitantes percorressem grandes distâncias para se abastecerem, já que na cidade só havia dois chafarizes. Inaugurado em 1748, o Aqueduto das Águas Livres funcionou até 1967, altura em que foi retirado do sistema de abastecimento de água.

A maioria das pessoas identifica o Aqueduto pela sua face mais visível, "A arcaria do Vale de Alcântara", situado sobre a atual Avenida Calouste Gulbenkian. No entanto, o Aqueduto apresenta cerca de 58 quilómetros de extensão, atravessando os municípios de Loures, Odivelas, Sintra, Amadora, Oeiras e Lisboa.

A arcaria sobre o Vale de Alcântara tem 941 metros de extensão e é constituída por 35 arcos, dos quais 14 são ogivais e 21 de volta perfeita. Nesse troço há um arco que tem uma altura de 65,29 metros, o que faz dele o maior arco em pedra do mundo!

Mas este não é o único recorde do monumento. Apesar de estar construído sobre uma importante falha sísmica, o Aqueduto resistiu intacto ao terramoto de 1755.

Apesar de todos os benefícios da obra, houve quem se aproveitasse para maus fins. As lavadeiras e os hortelões que todos os dias se deslocavam a Lisboa utilizavam o Aqueduto, na zona do Vale de Alcântara, mas, de vez em quando era surpreendidas com a presença de Diogo Alves, um ladrão que ficou famoso até hoje. Conseguiu fazer uma cópia da chave do Aqueduto, para se esconder e assaltar quem o utilizava como passagem. Era frequente lançar as vítimas do Aqueduto abaixo, fazendo assim confundir os seus atos com um suicídio. Diogo Alves acabou por ser apanhado e condenado à morte, sendo o último condenado à pena capital no nosso país.

Obs.: Gratuito até aos 12 anos.