#OMUNDOVISTOATRAVÉSDOTELEMÓVEL

EO 2018 LisboaExp. Temporária15 Mar. a 14 Abr., 2ª a 6ª: 10h-18h; Sáb.: 14h-18hM/00€
  • slider

ATIVIDADE GRÁTIS

Em meados do século XX, raras eram as pessoas que tinham máquina de fotografar. Aos poucos, estas foram-se popularizando mas, mesmo assim, o número de fotógrafos amadores ainda era reduzido. A exposição mostra 62 fotografias tiradas por telemóveis.

O preço dos rolos e das revelações era proibitivo. O desenvolvimento e a popularização dos telemóveis que muito rapidamente passaram a integrar funções de máquinas de fotografar tornou a fotografia acessível às grandes massas. Parece que o primeiro momento de uma fotografia registado num telemóvel e partilhado publicamente teve lugar em 1997 com a imagem de uma bebé recém-nascida tirada por um pai babado.

O impacto dos smartphones não pode ser subestimado. De acordo com os analistas do mercado, telemóveis e câmaras ficaram intimamente ligadas como um resultado da larga adoção de apps móveis e das exigências dos consumidores para as possibilidades de captar e partilhar imagens diretamente a partir dos seus telemóveis. Mesmo os grandes fotógrafos, apaixonados por máquinas analógicas, foram deixando cair aos poucos a resistência contra máquinas digitais e à fotografia feita com telemóveis, cuja grande vantagem é estarem sempre à mão, prontos para apanhar o momento.

Atualmente, os telemóveis estão equipados com lentes de altíssima qualidade que permitem fotografias de igual qualidade. Captar o momento no instante em que ele acontece e com alta qualidade, partilhá-lo com o mundo e guardá-lo, estando disponível em qualquer altura e qualquer lugar – esta é a mais valia que nos trouxe o telemóvel, transformando-o no grande objeto da comunicação da sociedade atual, uma sociedade desprendida, de partilha, fugacidade, rapidez, com grande quantidade de imagens que a maioria das pessoas não consegue processar.

Hoje em dia, os smartphones são uma alternativa fácil e rápida para captar esses momentos – especialmente em viagens. Na escolha das suas fotografias, M. Margarida Pereira-Müller e Hans-Jürgen Müller puseram o foco na estética das imagens e menos na perfeição técnica, mas o que realmente importa é o olhar sobre o motivo e a composição da imagem.

Assim, instantâneos tornam-se pequenas obras de arte que temos de ficar a olhar longamente. O smartphone, como "companheiro de viagem" permanente é, deste modo, a porta de entrada sempre aberta para uma fotografia consciente.