NOVAS SKILLS E PROFISSÕES DO FUTURO: PREPARE AS CRIANÇAS

EO 2021 Crianças e o Futuro
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O que quer ser o seu filho quando crescer? Já sabe? A adoção de novas tecnologias e o novo mundo online com o qual os miúdos se têm deparado, principalmente no que diz respeito ao ensino, mostra a exigente demanda de habilidades digitais e humanas para o futuro do trabalho.

O estudo “Dream Jobs? Teenagers’Career Aspiration and the Future of Work”, divulgado no Fórum Económico Mundial de Davos, indica que 53% das raparigas e 47% dos rapazes de 15 anos, em 41 países, desejam entrar em pelo menos uma profissão diferente entre as várias profissões apresentadas no estudo, até completarem 30 anos.

De certeza que já ouviu o seu filho ou o seu sobrinho dizer que pretende ser Youtuber, por exemplo, ou construir robôs que dominarão o mundo. Estas são algumas das profissões que há duas décadas, dificilmente ouviríamos uma criança afirmar que quereria ser no futuro.

O relatório compara dados de 20 anos do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), realizado pela Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económico (OCDE).

As profissões mais populares, como médicos, professores e advogados, não correm um grande risco de serem extintas, pois a pesquisa indica que 39% dos cargos indicados pelos intervenientes do PISA, serão automatizados nos próximos 10 a 15 anos.



Novas habilidades profissionais
Estamos perante os profissionais da Quarta Revolução Industrial, dotados de competências digitais que protagonizam as transformações nos sistemas de produção e nos modelos de negócios.

Cada vez mais procuram-se novas competências, que incluem dons tão caracteristicamente humanos como a capacidade de resolver problemas complexos, o pensamento crítico, inteligência emocional, entre outros.

As nossas crianças são os profissionais do futuro a quem serão exigidas as habilidades mais solicitadas do século XXI, tais como:

- Resolução de problemas complexos: a procura de soluções graduais que vão ajudar a evitar os erros;
- Pensamento crítico: as chaves são a autodisciplina e o uso de uma visão global e racional;
- Curiosidade: é necessário que as crianças sejam curiosas pelo que as rodeia e consequentemente descubram novas coisas que serão fundamentais;
- Iniciativa: a proatividade e a proposta de novas ideias chegarão antes que nos solicitem;
- Criatividade: para desenvolvê-la nada melhor do que a imaginação e o trabalho em equipa;
- Capacidade de negociação: através do respeito mútuo promovemos a vontade de chegar a um acordo entre as partes;
- Adaptabilidade: Devemos sair da zona de conforto em qualquer tipo de situação;
- Flexibilidade cognitiva: adaptar os nossos conhecimentos a cada situação e a cada momento;
- Tomada de decisões: a análise global de qualquer problema permitir-nos-á atingir uma melhor solução;
- Inteligência emocional: as máquinas são incapazes de manejar as emoções nas relações interpessoais, por isso, este será um ponto exclusivo do ser humano.

É urgente que as nossas crianças possam começar a exercitar estas habilidades, hoje, para que amanhã as desempenhem com facilidade e autonomia.

Segundo Patrick Götz, fundador e CEO da Teckies, em declarações ao jornal Dinheiro Vivo, “a pandemia poderá ser um ponto de viragem no ensino nacional, tendo dado o primeiro impulso para introduzir a tecnologia e inovação em todos os processos, melhorando a experiência de ensino para alunos e professores. Mas será esta a última pandemia? Penso que não, por isso, temos de aprender com esta de forma a estar preparados e saber responder ao que possa surgir”.

A Teckies é uma startup portuguesa com o objetivo de levar as novas tecnologias emergentes para as salas de aula, modernizando o ensino e dotando as crianças de competências transversais (como a criatividade, resolução de problemas, comunicação, entre outras) que as ajudem a preparar-se para os desafios laborais do futuro.



Profissões do futuro
Vários estudos e especialistas defendem que as profissões do futuro estarão pautadas nas novas tecnologias, mas não deixará de ser essencial as capacidades humanas.

Os trabalhos têm vindo a evoluir de forma coordenada num ambiente de fusão entre a indústria e a Internet, em setores-chave como o energético, a domótica (tecnologia associada à vida doméstica); o automobilismo, a aeronáutica ou o farmacêutico.

Mas quais serão os empregos do futuro?
Tudo aponta para: Hackers brancos, que lutam contra os piratas da internet; Growth Hackers, são encarregados de fazer com que as empresas cresçam em novos canais ou mercados; Especialistas em IA (Inteligência Artificial), que usam algoritmos para trabalhar dados e serem capazes de fazer previsões e dar sugestões sobre o mercado inserido; Desenvolvedores de transportes inteligentes, engenheiros especialistas em veículos leves de nanotubos de carbono; Guardiões do Clima -  a economia verde com consciência planetária também favorecerá o aparecimento de novos ofícios, entre outros.

Para a Assembly, uma escola do futuro, que desenvolve e estimula as competências tecnológicas de acordo com os interesses de cada aluno, através de uma metodologia de aprendizagem integrada, “o domínio das competências tecnológicas será a vantagem competitiva nesse novo Mundo, sendo fundamental que se inicie já hoje com a sua aprendizagem”.

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