“O meu filho precisa de psico... psico... psicomotricidade?!"
O ser humano tem em primeira instância o corpo como elemento de expressão e facilitador da sua interação com o meio que o rodeia. É com o corpo que o indivíduo pensa, age, experiencia, aprende e se regula, face às suas necessidades e desejos. Quando somos crianças, todos estes processos estão em constante mudança e transformação, sendo a criança uma “esponja” de experiências e vivências, que necessita da orientação e facilitação do adulto para construir os seus limites e compreender o seu corpo.
Por vezes, existem acontecimentos (biológicos ou ambientais) que alteram a perceção que a criança tem do seu corpo e desta forma o seu comportamento (expressão visível da forma como a criança vê e sente o meio que a rodeia) e é necessário (re)organizar e dar ou devolver à criança as “ferramentas” necessárias para atuar de forma adequada e saudável sobre o seu ambiente (sendo parte integrante e interativa deste).
Neste sentido, surge a necessidade de “rechamar” o corpo à ação e ao controlo das suas decisões em termos comunicativos, motores, interativos, emocionais, sociais, psicológicos e académicos, sendo este o espaço de atuação da intervenção psicomotora.
Muitas vezes ouvimos pais, educadores, professores, outros técnicos e agentes do processo de aprendizagem da criança falarem sobre as dificuldades que muitas destas apresentam de regulação do seu comportamento e adequação do mesmo às exigências e solicitações sociais do meio, bem como dificuldades de compreensão e expressão do seu mundo interior (pensamentos, emoções e sentimentos).
Associadas a estas alterações, surgem também dificuldades de aprendizagem (sendo, muitas vezes, o sinal de alerta de que algo na criança poderá estar comprometido e desta forma constranger o seu desenvolvimento saudável). A Psicomotricidade surge, assim, como área científica que permite analisar de forma global a relação entre a forma como organizamos o nosso pensamento, raciocínio, emoções (psiquismo) e a forma como o demonstramos, através do movimento (motricidade) possibilitando assim a compreensão do comportamento humano como a expressão máxima da vida interna de cada um.
Neste sentido, são objetivos principais da intervenção psicomotora otimizar e melhorar a qualidade da relação psicológica, afetiva-emocional e comportamental do indivíduo através da estimulação dos vários componentes que a constituem. Através desta intervenção pretende-se promover a intencionalidade do gesto, que se constitui como o elemento chave de todo o processo de regulação e organização global da criança. Por outras palavras a Psicomotricidade apresenta-se como uma área que estuda “o ser humano através do seu corpo em movimento, na relação entre o psiquismo e a motricidade” (Associação Portuguesa de Psicomotricidade, 2010).
Enquanto área de intervenção terapêutica, esta passa por ser uma terapia de mediação corporal e expressiva, na qual o psicomotricista analisa e atua na expressão motora comprometida, muitas vezes associada a problemas de desenvolvimento e/ou de maturação psicomotora, de comportamento, de aprendizagem e de âmbito psico-afetivo. Integra-se, por isso, numa diversidade de campos de atuação e numa elevada diversidade de populações-alvo, existindo diferentes abordagens consoante a necessidade apresentada pelo indivíduo.
Ao nível dos contextos de atuação, estes podem ser particulares, públicos, hospitalares, educativos ou recreativos e para cada um, são definidos objetivos principais. Por exemplo, objetivos gerais da intervenção psicomotora em contexto educativo poderão ser a estimulação do desenvolvimento psicomotor e do potencial de aprendizagem para a promoção da funcionalidade e adaptação ao contexto.
Sendo a psicomotricidade a terapia “de pensar o corpo para o corpo pensar” as populações-alvo abrangidas por este tipo de intervenção são bastante globais, não existindo uma faixa etária ou quadro clínico específico, para este tipo de intervenção especializada, bem como para o seu âmbito da sua atuação.
Nesta vertente, a Psicomotricidade apresenta três diferentes linhas de atuação, sendo elas a preventiva, que apresenta como objetivo específico a promoção e estimulação do desenvolvimento, incluindo a melhoria/manutenção de competências de autonomia; a educativa, que pretende estimular o desenvolvimento psicomotor e o potencial de aprendizagem; e a reeducativa ou terapêutica, nos casos específicos de existência de perturbações do desenvolvimento, da aprendizagem e/ou do comportamento (ex: perturbação da coordenação motora, perturbação de défice de atenção e hiperatividade, perturbações psiquiátricas, deficiência intelectual, perturbação do espetro do autismo, etc.).
Deste modo, podemos afirmar que a terapia psicomotora é indicada para todas as problemáticas que comprometam as áreas da motricidade (global e fina), planificação, coordenação e organização, estruturação espacial e temporal (sequencialização e execução do gesto, perceção auditiva, visual e táctil-cinestésica) do tónus; lateralidade; aquisição da escrita; e comunicação verbal e não verbal.
A relação estabelecida através da intervenção psicomotora entre a vontade e a ação expressa pelo indivíduo revela-se assim como um campo fértil e de crescimento pessoal, que irá possibilitar uma organização intencional e consciente da dificuldade apresentada, permitindo uma melhor adaptação e resposta mais adequada aos desafios do dia-a-dia, sejam eles de origem pessoal (autonomia), escolar, social ou até mesmo profissional.
Artigo desenvolvido por,
Nídia de Amorim - Núcleo PIN-ED

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Por vezes, existem acontecimentos (biológicos ou ambientais) que alteram a perceção que a criança tem do seu corpo e desta forma o seu comportamento (expressão visível da forma como a criança vê e sente o meio que a rodeia) e é necessário (re)organizar e dar ou devolver à criança as “ferramentas” necessárias para atuar de forma adequada e saudável sobre o seu ambiente (sendo parte integrante e interativa deste).
Neste sentido, surge a necessidade de “rechamar” o corpo à ação e ao controlo das suas decisões em termos comunicativos, motores, interativos, emocionais, sociais, psicológicos e académicos, sendo este o espaço de atuação da intervenção psicomotora.
Muitas vezes ouvimos pais, educadores, professores, outros técnicos e agentes do processo de aprendizagem da criança falarem sobre as dificuldades que muitas destas apresentam de regulação do seu comportamento e adequação do mesmo às exigências e solicitações sociais do meio, bem como dificuldades de compreensão e expressão do seu mundo interior (pensamentos, emoções e sentimentos).
Associadas a estas alterações, surgem também dificuldades de aprendizagem (sendo, muitas vezes, o sinal de alerta de que algo na criança poderá estar comprometido e desta forma constranger o seu desenvolvimento saudável). A Psicomotricidade surge, assim, como área científica que permite analisar de forma global a relação entre a forma como organizamos o nosso pensamento, raciocínio, emoções (psiquismo) e a forma como o demonstramos, através do movimento (motricidade) possibilitando assim a compreensão do comportamento humano como a expressão máxima da vida interna de cada um.
Neste sentido, são objetivos principais da intervenção psicomotora otimizar e melhorar a qualidade da relação psicológica, afetiva-emocional e comportamental do indivíduo através da estimulação dos vários componentes que a constituem. Através desta intervenção pretende-se promover a intencionalidade do gesto, que se constitui como o elemento chave de todo o processo de regulação e organização global da criança. Por outras palavras a Psicomotricidade apresenta-se como uma área que estuda “o ser humano através do seu corpo em movimento, na relação entre o psiquismo e a motricidade” (Associação Portuguesa de Psicomotricidade, 2010).
Enquanto área de intervenção terapêutica, esta passa por ser uma terapia de mediação corporal e expressiva, na qual o psicomotricista analisa e atua na expressão motora comprometida, muitas vezes associada a problemas de desenvolvimento e/ou de maturação psicomotora, de comportamento, de aprendizagem e de âmbito psico-afetivo. Integra-se, por isso, numa diversidade de campos de atuação e numa elevada diversidade de populações-alvo, existindo diferentes abordagens consoante a necessidade apresentada pelo indivíduo.
Ao nível dos contextos de atuação, estes podem ser particulares, públicos, hospitalares, educativos ou recreativos e para cada um, são definidos objetivos principais. Por exemplo, objetivos gerais da intervenção psicomotora em contexto educativo poderão ser a estimulação do desenvolvimento psicomotor e do potencial de aprendizagem para a promoção da funcionalidade e adaptação ao contexto.
Sendo a psicomotricidade a terapia “de pensar o corpo para o corpo pensar” as populações-alvo abrangidas por este tipo de intervenção são bastante globais, não existindo uma faixa etária ou quadro clínico específico, para este tipo de intervenção especializada, bem como para o seu âmbito da sua atuação.
Nesta vertente, a Psicomotricidade apresenta três diferentes linhas de atuação, sendo elas a preventiva, que apresenta como objetivo específico a promoção e estimulação do desenvolvimento, incluindo a melhoria/manutenção de competências de autonomia; a educativa, que pretende estimular o desenvolvimento psicomotor e o potencial de aprendizagem; e a reeducativa ou terapêutica, nos casos específicos de existência de perturbações do desenvolvimento, da aprendizagem e/ou do comportamento (ex: perturbação da coordenação motora, perturbação de défice de atenção e hiperatividade, perturbações psiquiátricas, deficiência intelectual, perturbação do espetro do autismo, etc.).
Deste modo, podemos afirmar que a terapia psicomotora é indicada para todas as problemáticas que comprometam as áreas da motricidade (global e fina), planificação, coordenação e organização, estruturação espacial e temporal (sequencialização e execução do gesto, perceção auditiva, visual e táctil-cinestésica) do tónus; lateralidade; aquisição da escrita; e comunicação verbal e não verbal.
A relação estabelecida através da intervenção psicomotora entre a vontade e a ação expressa pelo indivíduo revela-se assim como um campo fértil e de crescimento pessoal, que irá possibilitar uma organização intencional e consciente da dificuldade apresentada, permitindo uma melhor adaptação e resposta mais adequada aos desafios do dia-a-dia, sejam eles de origem pessoal (autonomia), escolar, social ou até mesmo profissional.
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