APRENDER A LER COM O MÉTODO FONOMÍMICO

EO 2016 Educação | Fonte: Clínica de Dislexia Dra. Paula Teles
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Aprender a ler através do Método Fonomímico: como nasceu, objetivos, princípios orientadores.

O Método Fonomímico Paula Teles®, é um método fónico-silábico e multissensorial, sequencial e cumulativo, sintético e analítico, explícito e intensivo e com monitorização sistemática dos resultados.

Tem como objetivos a prevenção das dificuldades de leitura nas crianças de risco, o desenvolvimento das competências fonológicas, o ensino e reeducação da leitura, até à obtenção de uma leitura fluente e precisa, e o ensino da caliortografia.

Foi elaborado com base nos resultados da investigação neurocientífica, no estudo da Dra. Paula Teles e experiência profissional, como professora e psicóloga educacional. Ao longo de mais de quatro décadas, tem exercido funções na avaliação, ensino e reeducação de crianças e jovens com perturbações de leitura e escrita.

Este método propõe-se ser um contributo para a divulgação do conhecimento científico sobre a génese das dificuldades subjacentes à aquisição da leitura e escrita e apresentar estratégias de ensino facilitadoras destas aprendizagens. Permite às crianças iniciar a aprendizagem da leitura e da escrita mediante a realização de atividades multissensoriais, atrativas e motivadoras, em que a fundamentação e rigor científico estão sempre presentes, constituindo uma mais valia facilitadora desta aprendizagem.

As crianças observam os desenhos de cada “animal-fonema”, ouvem e cantam as suas “histórias-cantilenas” e imitam os respetivos gestos. A realização destas atividades multissensoriais, metacognitivas e psicolinguistas, permite-lhes descobrir com prazer e entusiasmo a relação entre os sons da linguagem oral e as letras do alfabeto e, de degrau em degrau, progredir nas competências da leitura e da escrita.

Esta metodologia facilita a aprendizagem das crianças sem quaisquer dificuldades, que estão a iniciar a aprendizagem da leitura e escrita, a crianças com perturbações fonológicas da linguagem e que apresentem indicadores de risco, e a crianças e jovens que já apresentam dificuldades na aprendizagem da leitura e da escrita.

Os estudos realizados por diversos investigadores mostraram que os métodos multissensoriais, estruturados e cumulativos são a intervenção mais eficiente para todas as crianças, independentemente de terem, ou não, défices fonológicos (Broomfield & Combley, 1997; Snowling & Stackhouse, 1997; Kaufman, 2000; Stanovich, 1986; Henry, 2000; Shaywitz, 2003; Morais, 1997; Snowling, 2001).

Artigo desenvolvido por, Clínica de Dislexia Dra. Paula Teles.