SERRA DO AÇOR: ALDEIAS HISTÓRICAS E BANHOS DE RIO

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A serra do Açôr deslumbra-nos pela sua beleza natural, os passeios e os banhos de rio, mas também pela simpatia dos seus habitantes.

Esta lindíssima cadeia montanhosa localiza-se entre a Serra da Estrela e a Serra da Lousã. Trata-se de uma área protegida, com uma vegetação muito rica na sua diversidade. A água das ribeiras é uma presença constante, e mesmo quando nos afastamos dos cursos de água o seu som refrescante mantém-se como "música" de fundo.

Comece por visitar Piódão, típica aldeia montanhosa. É sem dúvida, uma das mais bonitas aldeias de Portugal. Aqui, chame atenção dos seus filhos para o facto de os materiais de construção das casas serem aqueles que a serra oferece: xisto e madeira. Abrigadas dos ventos dominantes, as casas trepam pela encosta acima. Também os terrenos agrícolas são "construídos" em escada. Depois de visitar a aldeia, e se tem espírito de "caminheiro", aqui encontra percursos interessantes, como aquele que liga Piodão a Foz d'Égua e Chãs d'Égua. Neste trajeto depara com vestígios de atividades características da região, a pastorícia e a apicultura.

Parta agora na direcção da aldeia da Benfeita e reserve a tarde para explorar a Mata da Margaraça e a Fraga da Pena. A primeira é um bosque nativo, onde encontra casas agrícolas antigas e engenhos tradicionais como moinhos de água. Na segunda, uma fantástica cascata com mais de 20 metros de altura, constitui um sítio lindo e óptimo para tomar banho. Se tiver sorte pode ainda avistar uma salamandra, um lagarto-de-àgua ou uma raposa. Também o açor (ave de rapina símbolo da região) e o gavião costumam "dar o ar da sua graça" por aquelas paragens. Esteja atento!

Para jantar, sugerimos-lhe o restaurante Lagar Val dos Amores, em Ervedal da Beira, onde a comida tem um toque de sofisticação raro em meio rural, além disso apresenta uma curiosidade, uma raposa astuta vai todas as noites à porta do restaurante comer o que o dono lhe deixa!

Para dormir avançamos duas sugestões: O Parque de Campismo de Coja, com óptimas instalações e uma situação geográfica privilegiada, este espaço dispõe ainda de uma casa de abrigo e de bungalows, e a Casa da Cerejinha, um turismo rural onde o xisto domina, no espírito da região.

No dia seguinte, tem ainda muito para descobrir. Desde logo, Coja, também conhecida por "Princesa do Alva", e Avô, mais uma aldeia "de postal. Aqui encontra uma simpática praia fluvial situada na zona marginal do Rio Alva, com uma variação de dois cursos de água diferentes que formam uma ilha - Ilha do Picoto. Esta praia, recentemente alvo de uma profunda intervenção, é constituída por dois açudes de água na zona circundante da ilha, com um ponto de passagem de peões, uma piscina infantil alimentada com água do rio, zonas de relva, equipamento para piqueniques, balneários e zonas pedonais. Promete!

Para almoçar, mais um lagar, desta feita "O Lagar do Alva", em Coja, a comida é regional e de qualidade e as doses são bem servidas, o ambiente, por integrar as estruturas de origem deste equipamento, é original e a zona envolvente muito simpática.

Falta-lhe ainda visitar o Mosteiro de Folques, de origem medieval, situado entre Coja e Arganil, cuja zona envolvente e os retábulos da Igreja justificam a visita.

Energias recuperadas. Rumo a casa!

Curiosidade: O azul que pinta as portas e janelas da aldeia do Piodão constitui um mistério ainda por resolver. Ninguém sabe ao certo a razão. São várias as explicações, mas a mais conhecida prende-se com o isolamento da aldeia e com a chegada de uma lata de tinta azul. Não havendo escolha, o azul impôs-se e é actualmente parte integrante do conjunto arquitetónico da aldeia do Piódão.