ARTE RUPESTRE NO DOURO

EO 2019 Vila Nova de Foz CôaVisita3ª a Dom.M/35€ / 15€
  • slider
  • slider
  • slider
  • slider

O Vale do Rio Côa constitui um local único no mundo por apresentar manifestações artísticas de ar livre inseríveis em diversos momentos da Pré-História, Proto-história e da História.

O Parque Arqueológico é também o mais importante conjunto de figurações paleolíticas de ar livre até hoje conhecido. Este conjunto rupestre distribui-se ao longo de dois eixos fluviais principais: o rio Côa, numa extensão de cerca de 30 quilómetros e, também,, o rio Douro, ao longo de cerca 15 quilómetros.

Conhecem-se já mais de mil rochas com manifestações rupestres, em mais de 70 sítios diferentes, com predomínio das gravuras paleolíticas, seguidas por motivos da Idade do Ferro, Época histórica e Pré-história recente, respetivamente.

O Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC) disponibiliza desde 1996 visitas orientadas, em viaturas todo-o-terreno e abertas ao público em geral, a três dos principais sítios com arte rupestre paleolítica conhecidos na área do Parque: Canada do Inferno, Penascosa e Ribeira de Piscos. Os guias que acompanham as visitas têm formação especializada em arte rupestre.

Canada do Inferno
O sítio da Canada do Inferno fica na margem esquerda do Côa. A visita inicia-se no Museu do Côa. Parte-se numa viatura todo-o-terreno, com um guia, por uma estrada alcatroada, num percurso com cerca de 7 kms, até junto das obras da abandonada barragem do Baixo Côa. A partir daqui prossegue-se mais 3 kms por caminho de terra batida, através destas mesmas obras que fazem parte da história da descoberta da arte do Côa. O percurso final a pé é de cerca de 400 metros até ao local de implantação das primeiras gravuras visitadas. O percurso apresenta grande parte das 46 rochas gravadas que aqui são conhecidas, das quais 39 apresentam figurações paleolíticas. Este foi o primeiro núcleo identificado em finais de 1991, com a descoberta da rocha 1. Em termos cronológicos estão aqui representadas todas as fases da arte paleolítica do Côa e períodos posteriores, exceto a Idade do Ferro.
Obs.: Visitas a partir das 9.15h no inverno e a partir das 9.30 no verão.

Penacosa
A Penascosa é um monte sobre o rio, em cuja encosta se encontram dispersas 36 rochas gravadas, 30 delas com motivos paleolíticos, sendo visitáveis cinco rochas. As rochas gravadas organizam-se em dois grandes conjuntos, um mais a norte, onde se estendem da praia até ao topo do monte, e onde se encontram maioritariamente figuras paleolíticas incisas, havendo também algumas raras figuras do Neolítico e da Idade do Ferro. O outro grupo, onde se desenrola a visita, encontra-se no setor sul, com todas as rochas junto à praia, existindo sobretudo figuras paleolíticas de animais, em picotado e abrasão, representando as várias espécies presentes na arte do Côa. É o sítio mais visitado do Parque Arqueológico do Vale do Côa, pela facilidade de acesso e pela beleza e tranquilidade do local.
Obs.: Visitas a partir das 9h no inverno e a partir das 13.30 no verão.

Ribeira de Piscos
Neste local conhecem-se 42 rochas gravadas, 27 das quais com representações paleolíticas, situadas na margem esquerda da ribeira e em torno da sua foz, junto do Côa. O percurso de visita inclui cinco rochas. A caminhada é compensada por alguns dos mais importantes exemplares de gravura paleolítica em todo o vale do Côa. Entre eles salientam-se os cavalos enlaçados da rocha 1 ou, na rocha 2, uma das raras figuras humanas de cronologia paleolítica conhecidas no vale, o Homem de Piscos.
Obs.: Visitas a partir das 10h no inverno e a partir das 9.30 no verão.

Horário para marcação de visita
2ª a dom.: 9h-17.30h (out. a fev.), 9.30h-18h (mar. a mai.), 9.30h-19h (jun. a set.)

Obs.: Necessário marcar visita com alguma antecedência.

Fotografias: Fundação Coa Parque - João Romba, Fundação Coa Parque - Rosa Jardim, Fundação Coa Parque - José Paulo Ruas e Fundação Coa Parque - Mário Reis