ALGARVE: DESCUBRA OS SETE CASTELOS DA BANDEIRA NACIONAL

EO 2020 AlgarvePasseio
  • slider
  • slider
  • slider
  • slider
  • slider
  • slider
  • slider

No escudo da Bandeira Nacional Portuguesa figuram sete castelos, que representam segundo alguns historiadores as sete fortificações pertencentes ao Algarve, conquistadas por D. Afonso III, em 1249. Sabe quais são?

Reza a lenda que D. Afonso III terá conquistado sete fortalezas inimigas durante a tomada do Algarve, em 1249. Segundo a História, os castelos conquistados heroicamente pelo rei português aos mouros, situam-se em: Albufeira, Paderne, Castro Marim, Cacela, Estômbar, Sagres e Aljezur.  A sua inserção na bandeira simboliza a unidade territorial do País, deixando assim de se falar no “Reino dos Algarves”.

Mas o que terão estes castelos por descobrir? Cada um deles merece uma visita atenta e curiosa, onde poderá descobrir algumas pistas sobre este enigma que são os sete castelos da nossa bandeira nacional.

Castelo de Aljezur
Classificado como Imóvel de Interesse Público, localiza-se num cerro xistoso sobranceiro à vila, donde se desfruta de uma magnífica vista panorâmica, a nascente sobre a imensa várzea de Aljezur, sobre a zona da Igreja Nova e da Serra de Monchique e a poente sobre o Vale D. Sancho, onde outrora se cultivava arroz e por onde serpenteia a Ribeira de Aljezur até chegar ao mar, na Praia da Amoreira. Edificado no século X pelos árabes, fez parte integrante do sistema defensivo de Silves, durante os séculos XII e XIII, tendo sido o último castelo islâmico a ser conquistado pelos cristãos no Algarve, em 1249, reinado de D. Afonso III, cuja conquista ficou a dever-se aos cavaleiros da Ordem de Santiago, comandados por D. Paio Peres Correia.

Castelo de Albufeira
Do castelo islâmico almorávida, restam apenas alguns vestígios perto da Cidade Antiga de Albufeira e do Museu Nacional de Arqueologia. Mas, originalmente detinha nove torres, uma das quais albarrã e quatro portas, uma das portas da cidade, construída com grandes silhares bem aparelhados, com técnica de socalco na base. A Porta Norte, designada da "Porta da Praia", compunha-se de uma entrada em cotovelo, protegida por duas torres, uma das quais mais avançada, sistema característico de algumas construções análogas de Silves do período almorávida. A Torre Norte constitui o único vestígio coerentemente conservado da cronologia islâmica do castelo, sendo, por isso, um dos mais importantes testemunhos do passado medieval da cidade.

Localizado em Castro Marim, esta vila edificada sobre um monte do castelo é umas das mais significativas invocações que a Idade Média introduziu na paisagem portuguesa, na margem direita do rio Guadiana. A vila cresceu, inicialmente, dentro das muralhas do castelo velho, de planta quadrangular, definido por quatro torreões cilíndricos nos ângulos e um pátio interno, com duas portas de acesso, uma a Sul e outra Norte. Dentro do recinto muralhado, situavam-se as ruínas da Igreja de Santiago, primitiva matriz da vila, construída no século XIV, a Igreja de Santa Maria e antiga Igreja da Misericórdia, junto à porta de Armas, que serviu a população até ao século XVI, altura em que a vila começou a crescer para fora do recinto muralhado, significando o aumento de terra firme.

Castelo de Cacela Velha
Este castelo medieval localiza-se na freguesia de Vila Nova de Cacela, concelho de Vila Real de Santo António, distrito de Faro, em Portugal. Erguido em posição dominante no topo de uma colina na aldeia de Cacela Velha, a cerca de 10 quilómetros a leste de Tavira. Do seu sítio avista-se o extremo leste da ria Formosa. Os seus vestígios encontram-se compreendidos no património classificado de Cacela-Velha, e na área do Parque Natural da Ria Formosa.

Castelo de Estômbar
Estômbar é uma das mais antigas freguesias do Algarve, onde se encontra o castelo, também referido como “Castelo de Abenabece” ou “Castelo de Abenabeci” (nome pelo qual também é referido o Castelo de Alcobaça), localizava-se na atual freguesia de Estômbar, concelho de Lagoa, distrito de Faro, em Portugal. Nestas terras de contrastes, baseada numa economia essencialmente agrícola, esta vila foi um centro económico de grande prosperidade com atividades ligadas à exploração do sal e ao tráfico comercial no Rio Arade. Um local de vasta história para ser explorado.

Sagres é um lugar de memória, onde a Natureza, o sagrado e o homem juntam-se desde sempre, uma zona de cruzamento de rotas entre o mar Mediterrâneo e o oceano Atlântico, porto de pescadores e comerciantes de várias nações, mas também, zona assolada por corsários. A imponente fortificação de Sagres é o prolongamento humano do rochedo natural e foi durante séculos a principal praça de guerra de um sistema defensivo marítimo geoestratégico. Com uma paisagem a perder de vista, integrando o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e a Costa Vicentina, Promontório de Sagres apresenta uma interessante biodiversidade faunística e florística e endemismos únicos que todos os visitantes podem observar.

Conheça por dentro e por fora, este castelo do período almóada (mouros) situado numa altiva colina de Paderne, com a Ribeira de Quarteira ao lado. Neste castelo é decerto possível aguçar a curiosidade e conhecer melhor a história, levando os mais novos a sonhar com os tempos medievais. O castelo de Paderne, a 100 m de altitude, marca bem a sua presença na paisagem. Situa-se numa espécie de península formada pela Ribeira de Quarteira e por vales férteis, com abundante produção agrícola, numa zona estratégica, entre o Litoral e o Barrocal algarvio e entre Loulé e Silves. Foi construído no século XII durante o domínio Almóada, um período no qual os árabes organizaram um forte sistema defensivo por forma a tentar impedir a política expansionista dos cristãos. Política iniciada com D. Afonso Henriques e seguida pelos seus sucessores.

Maravilhe-se e deixe que as suas crianças fiquem encantadas com estes castelos medievais mergulhados em histórias que marcam a cronologia da conquista territorial portuguesa.

Fontes: Direção Geral do Património Cultural, Câmara Municipal de Albufeira, Castro Marim e Aljezur.