500 AVES NO ZOO DE LOUROSA

EO 2020 Santa Maria da FeiraVisitas e Atividades2ª a Dom.: 9.30h-18h; Sáb., Dom., Fer.: 10h-19h (jun. a Set.)M/03€ / 4€
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Na dinâmica do único Parque Ornitológico do País inserem-se aprendizagens sobre a biologia animal de forma criativa, horas de alimentação interativas de algumas espécies e ateliês.

O Zoo de Lourosa é um equipamento zoológico que tem particularidades singulares a nível nacional – é o único parque ornitológico do país. Dedicado exclusivamente a aves, com uma coleção de cerca de 500 exemplares de 150 espécies diferentes, distribuídas por 80 habitats de cativeiro. De resto, tem uma das mais emblemáticas e representativas coleções de aves da Península Ibérica, espelhando a realidade da Avifauna dos 5 continentes.

O que se encontra no Zoo de Lourosa?

Com uma forte dinâmica voltada para o público familiar e escolar, este diferenciador equipamento assume uma transversalidade etária. O fascínio natural que o público tem pelo conhecimento sobre a vida animal e o potencial dedicado a atividades de educação ambiental fizeram com que se marcasse um ponto de viragem, desde 2009, no acesso do visitante à possibilidade de contactar e vivenciar realidades que se concentram no propósito primeiro do POL – Recriar habitats, Reproduzir espécies e Reciclar conhecimentos.

O planeamento e agendamento de atividades anuais faz com que consigamos oferecer uma diversidade de atividades gerando um acréscimo de valor à simples visita a um equipamento zoológico.

Com a chegada da primavera, as aves despoletam o seu sentido reprodutor. Segundo várias pesquisas na área da ornitologia, a reprodução das aves é influenciada pelo próprio ambiente, como luz natural e o aumento das temperaturas, que naturalmente acontece na mudança de estação. A Primavera é, por excelência, a estação em que as aves cuidam dos seus ovos nos ninhos.

A criação de habitats é crucial para a sobrevivência e para a sua reprodução. O Zoo de Lourosa, único parque ornitológico do País, nesta altura do ano, vê a família crescer. Chegaram ao parque 35 aves novas, de 18 espécies diferentes. Está na altura de as conhecer!

Nasceram três crias de Mutum-de-bico-azul, espécie Criticamente em Perigo
O Zoo de Lourosa comemora os 30 anos de existência e o nascimento de três mutuns de bico azul.

O Mutum de bico azul é uma espécie endémica da Colômbia que se encontra Criticamente em Perigo devido à perda de habitat e à captura. Estima-se que existam pouco mais de 1000 aves desta espécie em habitat natural. O Zoo de Lourosa é um dos três Zoos Europeus que albergam esta espécie e o único a reproduzi-la.

O casal existente no Zoo de Lourosa é fruto de um intercâmbio entre o Zoo de Houston e o Zoo de Lourosa que se realizou em 2011. Na altura, O Zoo de Houston procurava aves de origem diferente para introduzir na população Americana e o Zoo de Lourosa estava com problemas de consanguinidade nas suas aves. Uma troca de casais de mutuns de bico azul entre as duas instituições veio solucionar ambos os problemas.

Desde a chegada das aves de Houston, o sucesso reprodutivo tem sido pontual, nunca ultrapassando uma cria por ano. No entanto, 2020 revelou-se um ano surpreendente a nível da criação de aves e esta espécie não foi exceção. Após três posturas de ovos que não foram bem-sucedidas, nascem duas crias em agosto e uma terceira em setembro. Os ovos foram incubados artificialmente e o desenvolvimento embrionário meticulosamente acompanhado pelo médico veterinário do Zoo. De acrescentar que o Mutum de bico azul gera até 2 ovos por postura, que incuba durante 28 a 30 dias.

Os pequenos mutuns encontram-se ainda na sala de criação do Zoo de Lourosa, onde permanecerão até estarem suficientemente desenvolvidos para poderem passar para uma instalação exterior.

Para além de participar no Studbook internacional do Mutum de bico Azul, o Zoo de Lourosa participa em mais de 30 outros Programas de Conservação. São disso exemplo, o EEP ((European Endagered Species Programme) da Maina de Bali (Leucopsar rothschildi), do Grou do Japão (Grus japonensis), do Calau rinoceronte (Buceros rhinoceros) e da Arara ambígua (Ara ambiguus) e os ESB (European Studbook) do Casuar comum (Casuarius casuarius), do Faisão Argus (Argusianus argus), do Lori de dorso amarelo (Lorius garrulus flavopalliatus) e do Faisão de Rothschild (Poliplectron inopinatum) ;

Novas crias para conhecer!
De perna longa e de plumagem farfalhuda e cinzenta, é assim que se destacam as duas crias de Flamingo (Phoenicopterus ruber roseus) que passeiam num bando todo ele bem rosado. Numa instalação bem próxima, também elas elegantes, mas com um porte mais robusto, encontramos mais duas crias de Grou do Japão (Grus japonensis), espécie de Grou mais pesado de todos, oriundo da Ásia. Originárias de um outro continente- África, podem ainda ser vistas no Parque duas crias de Cegonha de Abdim (Ciconia abdimii), a única espécie verdadeiramente colonial do género Ciconia.

O Jabiru africano, a cegonha mais colorida do mundo!
O Jabiru Africano (Ephippiorhynchus senegalensis), chegou ao parque no início do ano, proveniente do Zoo de Zlin, na República Checa, no âmbito dos programas reprodutivos da Associação Europeia de Zoos e Aquários, e tem despertado a curiosidade de todos os que visitam o parque.

Originária de África, esta ave está entre as cegonhas mais coloridas do mundo, sendo também uma das maiores. A sua envergadura de asas pode atingir uns impressionantes 270 cm. Uma das curiosidades do Jabiru africano é o facto de conseguir engolir um peixe-gato de 500g, tirando-lhe antes os espinhos para que não fiquem presos na garganta.

O Calau de casco cinzento está a nidificar e isso são ótimas notícias!
A fêmea do Calau de Casco Cinzento (Ceratogymna atrata) encontra-se encerrada no ninho. Esta é uma espécie de muito difícil reprodução em cativeiro e o seu comportamento, aquando da procriação é, no mínimo, invulgar. A fêmea fica selada no ninho com o ovo e, após o nascimento, com o pinto, até à triunfal saída de ambos. Durante este período é o macho que cuida da alimentação quer da fêmea quer do recém-nascido. Originária de algumas florestas da África Central, Sul da Guiné, Serra Leoa, Sudão, Uganda, Angola e Zaire, esta não é considerada uma espécie em vias de extinção demonstrando, todavia, um forte declínio na sua população em habitat selvagem. Segundo dados avançados pela IUCN (International Union for Conservation of Nature), este facto deve-se, sobretudo, à perda de habitat, captura para consumo humano e tráfico internacional. Agora, é só esperar pelo nascimento e pela sobrevivência de mais um Calau de Casco Cinzento, muito raro na Europa!


Obs.: Entrada gratuita para crianças até 5 anos.