DESCOLA: ATIVIDADES CRIATIVAS PARA ALUNOS E PROFESSORES

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Dirigido especificamente ao público escolar, o DESCOLA contempla um programa com múltiplas atividades criativas a decorrer nos principais espaços culturais da capital, sustentado na estreita colaboração entre mediadores, artistas e professores. Este ano, a palavra de ordem dos serviços educativos é reinventar para descolar, equacionando o ensino presencial e o ensino à distância.

O DESCOLA é um projeto que surge da necessidade da exploração educativa e pedagógica das potencialidades do património cultural e artístico de Lisboa e de uma consciencialização deste potencial pelos serviços educativos do município de Lisboa, que deram início, assim, a um plano de ação conjunto para reforçar o seu papel como recursos pedagógicos para a educação de infância e dos ensinos básico e secundário. Isto, numa lógica de colaboração e complementaridade entre os conteúdos patrimoniais e os conteúdos curriculares.

Este ano, há linhas que se mantêm como inspiração para o DESCOLA – educar pela cultura, bebendo da riqueza do património cultural e artístico da cidade; Estreitar as relações entre mediadores, professores e artistas na dinamização das atividades; variadas atividades para diferentes níveis de ensino em diferentes espaços, - mas há uma pandemia que traz uma série de exigências, que conduziram os serviços educativos pelo caminho da reinvenção: num equilíbrio entre o digital e o (mais) emocional, ou seja, presencial. Até porque a conjugação entre ensino à distância e ensino presencial apresenta-se como uma forte possibilidade.

São fundamentos do DESCOLA: promover experiências significativas em torno do património cultural de Lisboa, trabalhando com o professor e não para o professor, dando voz ao aluno e coresponsabilizando-o pela construção do seu conhecimento; e investir na construção de um ecossistema dinâmico onde as aprendizagens se desenvolvem por afinidade e interdependência entre pessoas, instituições e setores de atividade.

DESCOLA=REINVENTAR

Dada a situação de pandemia que vivemos, a palavra de ordem do DESCOLA assenta no verbo reinventar ou descolar, já que pensar na oferta educativa dos equipamentos culturais municipais para as escolas num cenário de grande incerteza é um exercício muito desafiante e que obriga a encontrar respostas.

Que atividades podem trazer ao professor um contributo útil sem sobrecarregar o enorme esforço que têm neste momento para manter uma relação pedagógica saudável com os seus alunos? E como disponibilizar essas atividades de forma segura num ano letivo que promete alguma agitação e um protocolo exigente em termos de segurança? Que dinâmicas e experiências podem ajudar a reinventar um sentido de vida coletiva e de mundo comum? É provável que a pandemia continue connosco por mais algum tempo e que este ano letivo ocorra numa conjugação entre ensino à distância e ensino presencial.

+LUGARES DE APRENDIZAGEM, +DINÂMICAS, +RECURSOS

Conscientes deste desafio exigente, as equipas educativas das organizações culturais do município de Lisboa pensaram em diversificar os lugares onde se aprende, as dinâmicas, os relacionamentos, os recursos e os conteúdos. Tudo isto, com o acréscimo de conseguir um modus operandi que inspire confiança aos professores, aos pais, aos alunos, aos mediadores, aos artistas e às instituições a que pertencem.

Na prática, foram tidas em consideração as dificuldades que os professores, os alunos e as famílias têm vindo a testemunhar, reunindo um conjunto de atividades diversificadas, pertinentes em termos das matérias abordadas e, sempre que possível, flexíveis nas suas modalidades de realização presencial ou com acesso a recursos digitais.

Outro aspeto importante é a flexibilidade dos espaços de realização. Grande parte das atividades, além de se realizar no monumento, no museu, no teatro ou na biblioteca, poderá também deslocar-se à escola ou optar pelo espaço ao ar livre, como por exemplo o pátio da escola ou um jardim próximo.

A potencialidade do digital está, assim, em cima da mesa, mas sem descurar a dimensão presencial. Citando Tolentino Mendonça, a equipa recorda palavras sábias deste nobre poeta, teólogo, sacerdote e professor universitário: “Não é possível excluir o corpo da escola, pois é através dele que damos significação ao mundo, maturando os diversos saberes e exercitando a responsabilidade pela inteira existência.”

DO MUSEU AO MERCADO, ENREDANDO A CULTURA NA APRENDIZAGEM

No DESCOLA estão mais de 20 agentes culturais municipais – museus, teatros, arquivos e bibliotecas – que acreditam na força educativa das artes e da cultura e querem participar, com professores e alunos, na construção de escolas que se afirmem como comunidades de aprendizagem, abertas e interventivas.

São apenas alguns dos lugares onde o DESCOLA vai marcar presença: escolas, bibliotecas, museus, teatros, mercados, a Casa Fernando Pessoa, o Castelo de São Jorge, o Cinema São Jorge, o Padrão dos Descobrimentos, entre muitos outros.

As atividades distribuem-se pelas faixas etárias e de ensino do pré-escolar, 1.º ciclo, 2.º ciclo, 3.º ciclo e ensino secundário, além das formações específicas para professores. São exemplos: visitas oficina (como fazer um jornal), visitas audiovisuais, oficinas musicais, oficinas de expressão visual, oficinas de filosofia, visitas performativas, cinema, teatro e dança, exposições, leituras ao piano e muito mais.

Consulte aqui toda a programação do DESCOLA.