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Como explicar às crianças a pegada carbónica das casas?
Como explicar às crianças a pegada carbónica das casas?
O CESAM – Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro faz 25 anos e tem muitas curiosidades de ciência na educação infantil para partilhar. Veja todas as dicas para fazer na escola ou em casa!
Quando falamos de ciência com os mais novos, raramente falamos de betão, cimento ou estaleiros de obras. E se as casas onde vivemos já estiverem a contribuir para o aquecimento global, mesmo antes de abrirmos a porta?
Sabia que os edifícios são responsáveis por cerca de 40% da energia consumida no planeta e por cerca de 30% das emissões de gases com efeito de estufa?
Quando falamos de sustentabilidade nas escolas, falamos muito de poupar energia. Mas antes de uma casa estar pronta, já deixou uma enorme pegada de carbono – e isso é uma parte importante da história para falar de ciência na educação infantil.
Grande parte desta pegada vem do chamado carbono incorporado. É o “peso invisível” que resulta de:
🧱 Produção de materiais como cimento, aço ou vidro;
🧱 Transporte desses materiais;
🧱 Energia usada pelas máquinas na construção;
🧱 Destino final dos materiais quando o edifício deixa de existir.
Os investigadores do CESAM e da Universidade de Aveiro desenvolveram uma estratégia para medir o carbono incorporado nos edifícios.
Criaram um método que analisa o ciclo de vida completo de uma construção: a estrutura, a envolvente, o interior e exterior.
Ao medir cada parte, torna-se possível comparar soluções e escolher materiais menos poluentes logo na fase de projeto. Assim, os arquitetos e engenheiros podem tomar decisões mais sustentáveis!
O estudo mostra que podemos a construção pode deixar de ser parte do problema… e passar a ser parte da solução.
✔️ Substituir parte do cimento por alternativas menos poluentes;
✔️ Usar madeira proveniente de florestas bem geridas (que armazena carbono);
✔️ Reciclar materiais de edifícios antigos;
✔️ Definir limites de emissões na construção;
✔️ Planear edifícios mais duráveis.
Professores e famílias, falar de ciência na educação infantil também é formar cidadãos mais conscientes desde cedo.
Ponham em prática estas ideias:
Pergunte: “O que acham que aconteceu antes desta escola/casa existir?”
Faça, em conjunto, uma lista das etapas até à construção.
Peça às crianças para identificarem materiais numa sala (madeira, metal, vidro).
De onde vieram? Como foram feitos?
Explique o que é o carbono incorporado (como uma “mochila invisível”).
Que “mochila” será mais leve: uma casa de madeira ou uma de betão?
“Se fôssemos presidentes da câmara, que regras criaríamos para construir melhor?”
Cruze este tema com matérias de outras disciplinas ou trabalhos de casa: Estudo do Meio, Cidadania, Ciências Naturais e até Matemática (medir, comparar, calcular).
A ciência na educação infantil não precisa de laboratório: precisa de boas perguntas.
No âmbito do seu 25.º aniversário, o CESAM – Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro lança uma nova série de literacia científica dirigida ao público infantil, juvenil e familiar.
Durante os próximos meses, vamos trazer temas como alterações climáticas, economia circular, agricultura, solos, poluição, biodiversidade e bioeconomia - sempre com foco na ciência na educação infantil, de forma prática e envolvente.
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Atualizado em: 2026
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