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Deita fora restos de peixe e cascas de camarão? Afinal são tesouros!
Deita fora restos de peixe e cascas de camarão? Afinal são tesouros!
Sabia que peles de peixe, escamas e cascas de camarão ou caranguejo têm colagénio e quitosano? Desta vez partimos “À Descoberta com o CESAM” para mais uma dose de ciência na educação infantil, com 5 atividades que pode fazer com os miúdos sobre este tema!
O CESAM – Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro faz 25 anos e tem muitas curiosidades para partilhar. Veja todas as dicas para fazer na escola ou em casa!
Na indústria do peixe e do marisco, uma parte importante não é aproveitada para alimentação. Peles, escamas, espinhas e cascas acabam muitas vezes como resíduos, apesar de ainda conterem substâncias com enorme potencial.
Será que conseguimos aproveitar melhor estes restos, sem recorrer a processos agressivos (grandes quantidades de ácidos e bases fortes) e sem aumentar o impacto ambiental?
O colagénio é uma proteína presente na pele, nos ossos e nos tendões, e pode ser extraído de peles e escamas de peixe ou de invertebrados como alforrecas e pepinos-do-mar, entre outras fontes marinhas. Representa cerca de 30% de todas as proteínas do corpo humano!
Já o quitosano é obtido a partir da quitina, presente nas carapaças de crustáceos como camarões e caranguejos e em algumas partes duras de alguns moluscos, como lulas, chocos e polvos.
O CESAM analisou como é que estes resíduos podem ser transformados em colagénio e quitosano, com métodos de extração mais amigos do ambiente como:
🔬 Enzimas
🔬 Fermentação
🔬 Ultrassons
🔬 Micro-ondas
🔬 Solventes verdes.
A investigação enquadra este processo na economia circular (usar algo durante o maior tempo possível), bioeconomia (utilizar recursos naturais renováveis) e na bioeconomia azul (uso responsável dos recursos do oceano), mostrando que o oceano pode fornecer matérias-primas de forma responsável.
Sabia que o colagénio e o quitosano podem ajudar a:
Vamos usar melhor o que o mar já nos dá, com menos desperdício e mais valor para todos nós!
Se quer falar mais de ciência na educação infantil comece com uma curiosidade e quando se aperceber estará a ter uma conversa sobre sustentabilidade!
🏴☠ 1. Caça ao tesouro do “lixo útil”: Pegue em exemplos do dia a dia e pergunte: isto é mesmo lixo ou pode servir para outra coisa?
🐚 2. O que vem do mar? Mostre imagens de peixe, camarão e caranguejo e identifique o que é para comer e o que pode ser aproveitado como matéria-prima (ou biomassa marinha).
🧬 3. Uma pele que protege: Explique que o colagénio ajuda o corpo a manter a pele e outros tecidos fortes (como uma “rede” que dá estrutura e apoio).
🧽 4. A esponja da água limpa: Fale do quitosano como um material que consegue agarrar certas partículas indesejadas na água (e pode ajudar no tratamento de águas poluídas).
🚯 5. Desafio sem desperdício: Em casa ou na escola, pensem numa rotina mais sustentável: reduzir embalagens, reaproveitar materiais ou evitar desperdício alimentar. Depois, liguem essas ideias ao que aprenderam sobre o mar.
No âmbito do seu 25.º aniversário, o CESAM – Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro lança uma nova série de literacia científica dirigida ao público infantil, juvenil e familiar.
Durante os próximos meses, vamos trazer temas como alterações climáticas, economia circular, agricultura, solos, poluição, biodiversidade e bioeconomia - sempre com foco na ciência na educação infantil, de forma prática e envolvente.
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Atualizado em: 2026
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