FESTIVAL FIAR INVADE A VILA DE PALMELA

EO 2021 PalmelaFestival23 a 24 Jul.M/00€
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ATIVIDADE GRÁTIS

Nos próximos dias 23, 24 e 25 de julho, o FIAR/Centro de Artes de Rua, apresenta a 21.º edição do FIAR. Com uma regularidade bianual, entre cada FIAR, acontece o microFIAR. 2021 é ano de microFIAR – Fiar o VAZIO.

São três dias de programação com teatro, performances, dança, circo contemporâneo, exposições, música, oficinas, instalações e intervenções artísticas que vão acontecer em diversos espaços da vila de Palmela. O microFIAR’21 - Fiar o VAZIO, convida todos - artistas e público - a uma ocupação dos espaços, dos afetos, das ruas e da comunidade.

Nesta edição, além dos artistas e companhias convidados a apresentarem as suas criações, o FIAR/Centro de Artes de Rua apresenta as suas criações em progresso, novas adaptações e co-produções.

Em Palmela, onde ‘a rua é o palco’.

PROGRAMAÇÃO
23 de julho
17h - Sessão de Abertura do Festival | M/0
Local: Pátio da Adega Casa da Atalaia

18h - Corpo Lúteo, Exposição | M/0
A exposição de fotografia de Ana Telhado intitulada Corpo Lúteo, na Adega da Casa de Atalaia, desenvolve tópicos centrais da sua obra que derivam de um pensamento antropológico sobre o género feminino. O seu questionamento estribado na metáfora do corpo, como construção polissémica, inspeciona condições de possibilidade da liberdade e da sua progressão independentemente das convenções sociais e dos estereótipos que desta forma condicionam as diversas modalidades da sua humanidade.
Local : Adega da Casa da Atalaia

20.30h - Peça para Intervalos, Teatro | M/6
Uma performance/conferência sobre o uso do intervalo ao longo da história do Homem e da história do teatro (pausa.) Um projeto de apropriação de experiências pessoais inacabadas que, ao longo da vida, vão ressoando como um constante impasse (pausa.) Uma peça tomada de assalto por muitos intervalos habitados por um homem, Celestino Pinto, que se coloca em cena com um objetivo concreto: preencher o tempo entre os atos de um espetáculo, testando, deste modo, a possibilidade de adiar uma morte (pausa longa.)
Local : Miradouro da Encosta do Castelo

24 de julho
11h/14h - A Grande Viagem do Pequeno Mi, Oficina de Dança, Música, Leitura e Ilustração | M/6
Em cima de uma grande mesa, uma bailarina dança e uma música canta e toca. O público, sentado à volta, observa as duas de perto. Elas dançam, cantam e tocam para que este decifre como são e de onde vêm os seus passos, os seus gestos, a sua figura em movimento. Como se juntam aspetos do que as artistas veem no momento em que dançam e tocam para um grupo de adultos e crianças, com os micro movimentos, olhares e poses do público enquanto observa?
Local: Parque Venâncio Ribeiro da Costa

16h - Trans(h)umância, Performance | M/0
Entende-se por transumância o deslocamento sazonal dos rebanhos para locais que oferecem melhores condições durante determinada parte do ano. A performance é ancorada num conceito de constante procura, é um cruzamento metafórico entre as singularidades do homem e de um rebanho. Temos um pastor e um rebanho. Os transumantes são personagens de executivos, a imagem estereotipada do indivíduo que usa fato preto e mala executiva. O pastoreio é orientado e mestrado pela personagem de um pastor. (imagem tradicional de um pastor).
Local: Largo S. João Baptista

Várias sessões - Ausentes do Alentejo, Grupo Coral de Cante Alentejano
Local: Jardim de S.João (várias sessões)

17.30h - Dançar na Rua, Dança Contemporânea | M/0
A Rua, um espaço revolucionário, propício ao encontro com o outro e à reflexão sobre nós mesmos. Nesse vai e vem, num conjunto de amigos ou solitários, a deambular pelas ruas. Local: Largo Marquês de Pombal

21h – 2OPROS, Circo Contemporâneo | M/0
Do monólogo interior, de 2019, ao diálogo urgente que se nos impõe, em 2021. É no circo que permanecemos, lugar de risco permanente, metáfora perfeita para a reinvenção. Lugar onde a arte sonha a vida. Onde cada um vê questionado o seu papel na mesma. Onde a celebração é permanente. E sopram os nossos corações pela Dolores de Matos, que um dia sonhou tudo isto.
Local: Largo 5 de Outubro

25 de julho
11h - Marionetas Musicais, Teatro de Marionetas | M/6
Estas marionetas musicais representam o início do percurso de Rui Sousa como marionetista, rumando ao ano de 2001, quando se apresentava nas ruas do norte do país, nomeadamente na Rua de Santa Catarina no Porto. Artistas como o Saxofonista Charlie ou os Cariocas Carlão e Beleza, tocavam e dançavam para regalo dos que passavam e formavam um cordão de público enorme, com sorrisos estampados no rosto. Todas estas personagens apresentam uma alegoria, uma fantasia ou uma surpresa, levando o público até um mundo mágico e encantado, proporcionando uma viagem musical pelo Jazz, Samba, Country, Clássica, entre outros estilos de músicas e danças.

14h - Marionetas de Circo | M/6
Um desfilar de atrações circenses em que cada artista traz o seu truque ou habilidade. Um espetáculo pleno de perícia e humor, com a presença de um malabarista, um contorcionista, uma bailarina, um ciclista, um trapezista, e outros mais artistas.
Local: Parque Venâncio Ribeiro da Costa

16h - Ariadne, Fiando e Confiando, Dança/Performance | M/0
Se alguém, por generosidade poética, te confiar o fio duma meada, terás de responder à confiança com a curiosidade e a coragem necessárias para mapear um labirinto – físico e mental. Assim fez Ariadne mas foi traída por uma alma distraída... Suponhamos que a floresta é o labirinto onde uma reencarnação de Teseu anda perdida. Os espectadores/passeantes responderão ao desafio de se tornarem outras tantas Ariadnes e a busca de Teseu será uma maneira de contar a história ao contrário. Cada mulher mitológica desta trilogia encarna a heroína de uma história dramática. As histórias imortais de que elas são protagonistas interessam à artista pela matéria potencial que nelas encontra.

O FIO DE MEDUSA
O mito de Medusa é uma história de faca e alguidar, repleta de amores e desamores, ciúmes e vinganças, divindades e poderes mágicos. Apesar de excessiva, a narrativa mitológica encerra elementos ficcionais e cenográficos que mantêm toda a densidade de sentido se vistos a partir da atualidade. A figura de Medusa possui múltiplas facetas... No pequeno espaço das ruínas da igreja de Santa Maria, recriou três momentos do mito de Medusa, convocando para o aqui e agora situações e atitudes, sentimentos e práticas enraizadas no mundo antigo mas identificáveis com conjunturas e condicionalismos que ainda hoje movem comunidades.

ELO E O NOVELO
O fiel amor de Penélope tem como adversário o tempo. Ela estica segundos, dribla minutos, dilata a duração dos dias. Obstinando-se nessa sua batota do amor. A impossibilidade de partir e a impossibilidade de regressar. A necessidade, humana em geral e feminina em particular, de transformar a rotina imposta em prazer, a espera em esperança, o projeto em objeto, a obsessão em objetivo, a crença em missão – essa alquimia do metamorfosear o banal em sublime, a manhã, a capacidade de adaptação, o talento para regenerar.
Local: Parque Venâncio da Costa Ribeiro

18h - Baixos e Altos, Circo Contemporâneo | M/3
Esquece as retas. Pensa em círculos, em curvas, em BAIXOS E ALTOS. Assim, as surpresas da vida surpreender-te-ão menos. Pensa em labirintos, em tramas de tecidos, em caminhos, pontos cruzados, montanhas russas, em idas e vindas. Lembra-te da beleza da surpresa e da magnitude do desconhecido. Da emoção de cada passo e da probabilidade fantástica de dar certo ou errado. Mais ainda, reflete sobre a poderosa mudança do conceito de CERTO E ERRADO. Não penses em dados ou estatísticas, considera a vibração, o pulsar das batidas do teu coração.
Local: Fontanário do Largo S. João Baptista

20.30h - Miranda, Concerto | M/0
Neste projeto, instrumentos como guitarra, bateria ou piano, combinam com elementos orquestrais e eletrónicos, criando atmosferas épicas, fantasiosas e simultaneamente melancólicas. As letras começaram por ser poemas de amigos mas, nos últimos temas, João chamou também a si esta tarefa. Os temas de Miranda têm passado regularmente em rádios como a SBSR (Super Bock Super Rock), Antena 3, Rádio Universidade de Coimbra, entre outras. Foi também um dos projetos selecionados para o Festival Termómetro de 2019, organizado por Fernando Alvim.
Local: Cine-Teatro S.João

Obs.: Espetáculos com lotação limitada. O uso de máscara é obrigatório, bem como a manutenção das regras de afastamento social, conforme as indicações em vigor decretadas pela Direção Geral de Saúde. As entradas são gratuitas, sendo incentivado o donativo, mediante reserva prévia.