MUSEU DO ORIENTE: LENDAS, JOGOS E ARTES DO JAPÃO

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O Museu do Oriente propõe-lhe uma viagem pelas artes e tradições do Japão, com divertidos jogos, lendas e atividades para explorar em família.

Apesar de já ter aberto as áreas expositivas, o Museu continua a partilhar conteúdos, recursos educativos, podcasts e outros materiais sobre o seu acervo nas plataformas digitais - site, Facebook e Instagram.

Esta semana sugerem o Fukuwarai, um jogo tradicional japonês para todas as idades, muito popular por altura do início do ano. O nome vem da junção das palavras fuku (sorte) e warai (sorriso), pois acredita-se que sorrir traz sorte. Traz certamente boa disposição, tal como este jogo em que o objetivo é desenhar um sorriso, movendo peças sobre o rosto. Basta descarregar, imprimir e seguir as instruções.

HISTÓRIAS PARA OS MIÚDOS
Para os mais pequenos, o Museu do Oriente dá a conhecer Kintaro, o “Menino de Ouro”, através de um conto narrado por Susana Mendonça, monitora do Serviço Educativo, que pode ser visualizado aqui.

Personagem lendário e herói popular do folclore japonês, é retratado como um menino com força sobrenatural, companheiro de vários animais, que cresceu numa montanha junto da mãe e viria a tornar-se um valente samurai. É habitualmente representado de corpo vermelho pois, segunda a lenda, a sua mãe engravidou de um raio enviado por um Dragão Vermelho, e acompanhado de um dos seus amigos, o urso, segurando uma carpa (símbolo de persistência e tenacidade) e com um hagarake ou bibe, com o caractere ‘kin’ que significa ‘ouro’, sendo por isso conhecido pelo ‘Menino de Ouro’.

Depois de familiarizado com a história, vai poder desenhar, pintar e fazer origamis inspirados em Kintaro. Esta ficha para pintar, desenhar e unir os pontos, revela o herói e os seus amigos.

Dobra a dobra, há ainda vários tutoriais em vídeo para aprender a construir, em origami (uma arte tradicional também japonesa), várias personagens da história de Kintaro: o menino, o veado, a lebre, o urso e o macaco. Pode ainda ser tentada a construção de um kabuto, o capacete usado pelos guerreiros samurais. Findas as dobragens, estes origamis podem ser usados para recontar a história a toda a família.

LEITURAS PARA OS MAIS CRESCIDOS
Para os pais, o Museu do Oriente sugere a leitura de “Paisagens da China e do Japão”, de Wenceslau de Moraes. Publicada em 1906, esta obra reúne dezassete contos e crónicas literárias que, no seu conjunto, pintam um retrato pormenorizado das culturas chinesa e japonesa, reflexo e reação dos primeiros anos de contacto do autor com ambas. Paisagens, festividades populares, hábitos sociais, lendas e histórias tradicionais, de Macau a Kobe, são relatados por um observador fascinado, curioso, mas também, por vezes e ainda, toldado pelo preconceito de um europeu do seu tempo. Os contos surgem ilustrados com gravuras, antigas litografias escolhidas pelo autor. Está disponível na Biblioteca Nacional em: http://purl.pt/6426.

Do extenso acervo do Museu do Oriente fazem parte duas peças japonesas, emblemáticas da colecção Presença Portuguesa na Ásia: o Capacete Namban (c. 1600), um objeto híbrido que conjuga características de exemplares europeus bem como de elmos tradicionais japoneses, e uma armadura Renjaku do século XVII.



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