“PINK SARIS” NO VIDEOCLUBE ZERO EM COMPORTAMENTO

EO 2020 Cinema em Casa | Estreia 21 Ago.M/4
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“Pink Saris” é o novo filme da Zero em Comportamento para assistir este verão, que vai abordar vários temas como: o divórcio no Irão, a mutilação genital feminina no Quénia, a violência sobre mulheres e crianças nos Camarões, na África do Sul ou na Índia, a educação de crianças emocionalmente perturbadas em Inglaterra ou mesmo questões de género.

Filme de Kim Longinotto sobre o movimento Gulabi Gang, que trabalha pelos direitos das mulheres no norte da índia, fica disponível a 21 de agosto.

“A vida de uma rapariga é cruel...A vida de uma mulher é muito cruel”.

Quem faz esta afirmação é Sampat Pal, a complexa e singular activista política, líder do movimento das mulheres que se vestem de cor-de-rosa.

Tal como muitas raparigas, Sampat foi forçada a casar-se muito jovem e a trabalhar como escrava pela família do marido. Mas, ao contrário do que é hábito, Sampat revoltou-se, abandonou o marido e a família e acabou por tornar-se uma paladina para muitas mulheres maltratadas, mediando dramas familiares e defendendo pessoas em situações de vulnerabilidade devido às convenções da sociedade Indiana.

Em "Pink Saris", assistimos a vários exemplos deste trabalho, como é o caso de Rekha, uma rapariga de catorze anos, pertencente à casta dos "intocáveis", que estando grávida de três meses e "sem-abrigo", é impedida de casar com o pai do seu bebé devido à condição inferior da sua casta.  Ou a situação de Renu, uma rapariga de 15 anos, abandonada pelo marido (resultante de um casamento arranjado), cujo sogro repetidamente a viola, e que ameaça atirar-se para debaixo de um comboio.

Kim Longinotto é uma das mais proeminentes documentaristas em atividade, sendo reconhecida internacionalmente pelos seus pungentes retratos e pelo seu sensível e apaixonante tratamento de tópicos difíceis.

Observando, refletindo e contando as estórias de mulheres que desafiam convenções e lutam contra instituições, opressão e preconceitos, Longinotto documenta e revela as idiossincrasias e os costumes de sociedades oprimentes.

Passando por temas tão diversos como o divórcio no Irão, a mutilação genital feminina no Quénia, a violência sobre mulheres e crianças nos Camarões, na África do Sul ou na Índia, a educação de crianças emocionalmente perturbadas em Inglaterra ou mesmo questões de género, identidade sexual e contradições culturais no Japão, Longinotto assume-se politicamente comprometida, viajando pelo mundo inteiro para documentar os aspetos mais difíceis da realidade das mulheres.


O filme está disponível por 3€, durante 72 horas, aqui.