SÍNDROME DE X-FRÁGIL E APRENDIZAGEM

EO 2017 Desenvolvimento | Fonte: Pin – Centro de Desenvolvimento
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Há vários tipos e ritmos de aprendizagem que o planeamento e a adaptação curricular devem ter em consideração para a obtenção de melhores resultados.

Cada um de nós utiliza diferentes estilos de aprendizagem. Uns acham que têm um estilo de aprendizagem dominante em detrimento de outros estilos, outros defendem que usam estilos de aprendizagem diferentes, consoante o contexto e o conteúdo a aprender.

Ao planear ou adaptar metas curriculares ou de intervenção, é fundamental considerar o estilo de aprendizagem da criança, do jovem ou do adulto.

No caso da Síndrome de X-Frágil, segundo a National Fragile X Foundation, sabemos que, na sua maioria, os rapazes portadores apresentam:

• Aprendizagem simultânea, não sequencial. Lembre-se de ensinar, mostrando o produto acabado em primeiro lugar, ao invés de através de um processo sequencial, passo a passo. Se iniciar uma atividade ou evento, lembre-se de indicar quando é realizado. É importante que um começo e um fim sejam referidos.

• Aprendizagem visual e não auditiva. Aumentar o ensino com suportes visuais como horários de imagens ou estórias com pictogramas.

• Excelentes capacidades de imitação verbal e social. Os rapazes facilmente imitam comportamentos ou maneirismos dos outros. A capacidade de imitação é usada tanto para comportamentos e competências positivas como para reproduzir comportamentos desadaptativos.

• Aprendizagem acidental, aprender através da observação de atividades ou eventos. Podemos pensar que uma criança com Síndrome de X-Frágil, sentada à parte de um grupo que está a ser instruído, não participa. No entanto, é altamente provável que ela esteja a aprender a tarefa, através da observação.

• Memória forte para rotinas, vídeos, programas de televisão. Integre as áreas de interesse da criança nos materiais de aprendizagem para aumentar a motivação.

• Sentido de humor desenvolvido. Use esta característica nos materiais e para adaptar o currículo.

Algumas destas características poderão, para alguns professores e terapeutas, parecer pouco intuitivas. Contudo, temos o dever de respeitar as características das pessoas com quem trabalhamos e isso também se repercute na nossa maneira de ensinar.

A escolaridade tradicional continua a recorrer a métodos de ensino principalmente linguísticos, lógicos e abstratos. A maioria dos estabelecimentos de ensino dispõe de uma gama limitada de técnicas de aprendizagem e de ensino. Muitas escolas ainda dependem de ensino em sala de aula e do manual, muita repetição, e de testes.

Ao reconhecer e compreender diferentes estilos de aprendizagem, podemos utilizar técnicas mais adequadas a cada pessoa de modo a potenciar o ritmo e a qualidade da sua aprendizagem.

Conteúdo desenvolvido por,
Ana Paris Leal – Terapeuta da Fala









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