MAIS UMA NEGATIVA! O QUE POSSO FAZER PARA AJUDAR O MEU FILHO?

EO 2017 Educação | Fonte: Pin - Centro de Desenvolvimento
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Todos os pais desejam e esperam que o seu filho seja feliz. Saber como contribuir para essa felicidade é das maiores dificuldades.

Hoje em dia, e com o peso que a escola tem no quotidiano das crianças, tudo o que esteja relacionado com o contexto académico influenciará determinantemente o estado emocional do seu filho. Quando os resultados são positivos e proporcionais ao seu empenho, as preocupações são reduzidas. Todavia, as boas notas nem sempre aparecem, poderão dar lugar às ‘negas’, ao insucesso e ao desânimo adquirido.

Não são as más notas que mais preocupam os pais, mas sim os efeitos colaterais que estas causam aos seus filhos. É, muitas vezes, nestes momentos que começa uma busca incessante por soluções.

Uma das preocupações passa pela capacidade de planeamento e organização do estudo: “Ele é muito desorganizado. Não sabe as datas dos testes. Apenas estuda nas vésperas!” As competências de estudo estão diretamente ligadas ao desempenho escolar. O currículo das disciplinas é gradualmente mais denso com o passar dos anos e os momentos de avaliação vão tendo maior preponderância.

Se o seu filho revelar dificuldades em se organizar de modo a realizar os trabalhos de casa atempadamente (com ordem cronológica de acordo com o seu horário de aulas) ou a preparar o teste com antecedência (sabendo de antemão qual a matéria para estudar e onde a pesquisar) será muito provável que as notas estejam niveladas abaixo do que seria esperado.

O desenvolvimento de métodos e de técnicas de estudo é um complemento imprescindível para que o seu filho possa ser capaz de dar o seu melhor, da forma mais clara e eficaz para que o seu desempenho académico evolua positivamente.

Quando acontece uma quebra no rendimento escolar, muitos pais podem pensar: “O meu filho estuda imenso e as notas continuam baixas!”. Inúmeras vezes, a criança quer estudar com o verdadeiro intuito de subir as suas notas para um patamar condizente com as suas capacidades. Sente ser a sua obrigação e dever, tentando estar atenta às aulas, apontar a matéria nova, anotar os trabalhos de casa e a data dos trabalhos e testes. Mas, na chamada ‘altura da decisão’ não é capaz de devolver os conteúdos estudados e os resultados não alcançam as expetativas. Nestes casos é muito importante perceber o que se poderá passar.

Este cenário é relatado de forma bastante recorrente por pais de crianças e jovens que apresentam uma Perturbação de Aprendizagem Específica, como a Dislexia ou a Discalculia, ou uma Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) - com apresentação predominantemente desatenta. Isto é, o seu filho pode estar a entregar todo o seu esforço para a tarefa, mas apresentar dificuldades intrínsecas possivelmente relacionadas com a capacidade de atenção ou com a leitura, a escrita ou o cálculo e que influenciam negativamente o seu desempenho nessas áreas.

Nestas circunstâncias, em que a criança se sente frustrada com o seu desempenho académico, urge compreender o cerne das dificuldades e reforçar o acompanhamento nos momentos de estudo. Tanto a família como a comunidade educativa devem unir-se no sentido de encontrar soluções que procurem explicar o perfil psicopedagógico da criança (pontos fortes e fracos) e, se assim o exigir, procurar ajuda profissional que apoie nas dificuldades existentes e que desenvolva um trabalho específico, estruturado, diferenciado e sistemático.

Conteúdo desenvolvido por: Mário Tribuzi, Psicólogo Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde e em Necessidades Educativas Especiais




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