EDUCAR PARA A FELICIDADE

EO 2017 Educação | Fonte: Ousar Crescer
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Quando questionamos os pais sobre o que mais desejam para os seus filhos encontramos unanimidade numa resposta: “Quero que ele seja feliz!”

Independentemente da maior ou menor dificuldade que existe em definir o conceito, a felicidade é a grande meta na vida do ser humano. Mas a felicidade estará ao alcance de todos?

Os estudos da autora Sonja Lyubormisky trouxeram luz sobre esta questão. Ela conseguiu mostrar que, apesar de 50% da felicidade depender da herança genética e 10% das circunstâncias de vida, 40% dependem de cada pessoa e do seu comportamento!

Com o reconhecimento de que é possível aprender a ser feliz, foram também identificadas estratégias simples que ajudam a treinar o cérebro para funcionar de uma forma mais “produtora de felicidade”.

Aqui ficam algumas dessas estratégias, que devemos praticar e ensinar desde cedo às nossas crianças:
- Exercitar a gratidão;
- Meditar;
- Praticar exercício físico;
- Praticar atos de altruísmo e bondade;
- Saborear as experiências positivas (utilizando os 5 sentidos!);
- Reservar tempos para refletir sobre a nossa própria experiência e aprendizagens;
- Cuidar das relações com os outros.

Como educadores, estamos muitas vezes treinados para pensar que o sucesso traz a felicidade. E como tal, incutimos a ideia de esforço e empenho, mesmo que implique algum “sacrifício”, para se poderem obter os resultados que “nos deixarão felizes (orgulhosos, satisfeitos, etc.)”. Mas não será a inversão deste paradigma mais interessante?

De facto, a investigação tem comprovado que o sucesso é mais vezes alcançado quando as pessoas cultivam ativamente a felicidade. Sabe-se hoje, por exemplo que o otimismo é um dos melhores preditores de sucesso empresarial, porque quando nos sentimos mais felizes e positivos, o nosso cérebro perceciona mais possibilidades e oportunidades.

Sendo assim, colocam-se dois grandes desafios a quem tem como missão educar (para a felicidade):
- Dedicar regularmente tempo (energia, recursos, etc.) a potenciar a felicidade dos nossos filhos/educandos. E não nos esgotarmos apenas a tentar assegurar os seus resultados escolares “sem mais”;
- Cultivar um estilo pessoal mais otimista e positivo, sendo antes de mais um bom modelo de bem estar e felicidade para os mais novos. Não esquecer que as crianças aprendem mais pelo que lhes mostramos do que pelo que lhes dizemos! "Children see. Children do".

Se a ciência atual nos mostra que a felicidade é uma escolha e uma necessidade do ser humano, devemos assumi-la também como uma responsabilidade:
- Para connosco próprios;
- Para com a nossa família e amigos;
- Para com as nossas organizações;
- Para com a sociedade.


Conteúdo desenvolvido por,
Alexandra Frias (Técnica Superior de Educação)
Nuno Francisco Maia (Psicólogo)