COMPORTAMENTOS DETERMINANTES PARA QUE UMA FAMÍLIA SEJA REALMENTE FELIZ

EO 2018 Família
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Pessoas com relações próximas são mais felizes e menos propensas a doenças crónicas. Família e amigos têm um papel fundamental. Mas quais os hábitos que fazem a diferença entre a felicidade ou não desse núcleo precioso?

Um estudo da Universidade de Harvard diz que o melhor indicador de felicidade a longo prazo está nas relações do indivíduo com a família e com os amigos. A pesquisa começou há 75 anos e revela que as pessoas com relações sociais mais próximas são menos propensas a doenças crónicas e mentais e registam uma menor perda de memória.

Num extenso artigo do La Razon, o psicólogo da Universidade Complutense de Madrid, Jesús Matos, fala de uma relação direta entre a estrutura familiar e o bem-estar individual. "A família é um grupo de apoio no qual as pessoas se sentem seguras para crescer. A principal diferença em relação aos amigos é que a família não pode ser escolhida", lembra o especialista.

Jesús recorda que existem muitos tipos de famílias e cada uma tem o seu padrão de bem-estar e felicidade, sublinhando que "a sociedade moderna assumiu como família não escolhida o grupo de amigos, criando mais espaço de ação ao desenvolvimento individual de cada um". O psicólogo e docente explica que "cada núcleo familiar valoriza um grupo de fatores-chave em detrimento de outros, mas alguns são ou devem ser comuns às famílias felizes". E destaca cinco hábitos que todas as famílias verdadeiramente felizes praticam:

1- Privilegiar a qualidade
O tempo é hoje um inimigo, sublinha o especialista. "A chave é dar prioridade à qualidade em detrimento da quantidade". É preciso "aproveitar ao máximo o tempo de que dispomos para realizar atividades que satisfaçam o grupo e incentivem a coesão".

2 - Dosear a reprovação
É preciso dizer não e ter coragem de reprovar certos comportamentos, mas atenção à forma como isso é feito. "A reprovação é a resposta negativa da família. E não há contexto em que ela ocorra com maior frequência. O uso e abuso de reprovação entre o casal, irmãos ou pais e filhos pode causar sérios danos. É necessário acabar com a reprovação como elemento de defesa".

3 - Traçar os limites
A falta de limites claros é um dos problemas mais comuns entre os membros da família. "Se traçarmos limites, será mais fácil estabelecer diretrizes com as quais possamos medir os problemas e antecipar as soluções".

4 - Ser assertivo
A família deve falar clara e objetivamente. Para isso, diz Jesús, é preciso "trabalhar a capacidade de expressar opiniões, crenças ou sentimentos de maneira direta, seja o assunto agradável ou desagradável para o interlocutor. Não se trata apenas de dizer não, mas também de saber como pedir ajuda ou expressar um sentimento". Mais: "assertividade e proteção não são conceitos antagónicos. Mascarar uma realidade pode trazer mais problemas a médio e longo prazo".

5 - Valorizar qualidades
Jesús Matos acredita que "o apoio emocional é determinante para a autoestima, confiança e autonomia de cada indivíduo". "A família deve saber valorizar as qualidades dos seus membros e aceitar os defeitos, sem nunca cair numa proteção excessiva".