12 DESEJOS PARA O NOVO ANO LETIVO!

EO 2018 Educação | Fonte: Escola do Sentir
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Setembro é ano novo para as crianças, como se os 12 desejos que se pedem nas passas de dia 31 de dezembro fizesse mais sentido, para as crianças, serem pedidos ali pelo regresso às aulas. Assim, olhando para o novo ano que já começou, imaginando-nos crianças de novo, pedimos 12 desejos a pensar em todas as crianças, em todas as famílias e em todas as escolas.

1- Sentir a escola como uma casa! -  cada escola, sem excepção, deve ser um lugar de encontros, um lugar de descobertas e, acima de tudo, um lugar de afetos, assim em cada escola, cada criança deve ter uma casa que a protege e faz crescer.

2- Sentir que a escola gosta de cada criança! - a escola nunca se pode esquecer de ser amiga da crianças, do que ela sente e do que precisa, a escola deve ser capaz de perceber que, com cada criança vem uma história, e todas as histórias precisam de espaço para se expressar e de ser acarinhadas.

3- Mais tempo para brincar! - Todas as escolas deviam ter um recreio bem maior que a sala de aula, deviam ser capazes de fazer os intervalos crescerem e, acima de tudo, multiplicarem-se. A escola não se pode esquecer que brincar também é aprender e a brincar, estruturamos os pensamentos e aprendemos quase como por magia.

4- Mais tempo para aprender de forma livre! - A sala de aula com cadeiras e mesas, tudo muito apertadinho, e todos a ouvir o professor, tem de passar a ocupar menos tempo no horário lectivo, a criança precisa de aprender, e precisa de explorar o que aprende, ao mesmo tempo, que precisa de ser um agente da sua própria aprendizagem. E se fossemos aprender matemática para o jardim?

5- Mais tolerância para ‘as cabeças na lua’! - gostamos de cabeças na lua, porque em cada cabeça na lua, vive uma criança cheia de imaginação que sabe bem o que a faz, assim a cabeça na lua traz criatividade e imaginação aos trambolhões, que além de ajudar em quase tudo, muda muito as notas a português.

6- Menos competição! - Na ânsia de ser a melhor escola, o melhor colégio, e das boas notas, por vezes, a escola estimula a competição entre os alunos, e assim, alunos viram as costas uns aos outros em vez de darem as mãos. Queremos ranking’s de entreajuda, de amizade, de valores pessoais, mais do que ranking’s de boas notas.

7- Menos notas escolares a definir crianças! - Em circunstância alguma, o rendimento escolar de uma criança deverá ganhar prioridade face à própria criança. Preocupa-­‐nos a facilidade com que uma criança é rotulada e inserida no ensino especial, sem que antes tenham sido mobilizados todos os mecanismos possíveis para exponenciar todos os recursos de uma criança. Acreditamos que a criança vem primeiro e as notas vêm depois.

8- Menos trabalhos de casa! - As crianças precisam de tempo para não fazer nada, de tempo para a família e para si próprias. Às sete da tarde quando chegam todos a casa, é hora de darem colinho uns aos outros e não de tpc's.

9- Mais tolerância quando a criança conta pelos dedos! - Contar pelos dedos, ajuda a criança a pensar e, cada criança tem o seu tempo de aprendizagem e, algumas, precisam de ‘muletas’ como os dedos durante mais tempo, tal não significa, em circunstância alguma, que tenham dificuldades de aprendizagem ou sejam “burras”.

10- Mais espaço para aprender a sentir! - As crianças são atropeladas por um turbilhão de emoções, e muitas vezes não compreendem o que se passa dentro de si, nem têm espaço para integrar tudo o que sentem junto de ninguém. É urgente ensinar emoções nas escolas, se queremos crianças felizes.

11- Mais espaço para a individualidade de cada criança! - Se uma criança deixou uma avó doente em casa, e está preocupada, não vai aprender tão bem. As matérias escolares não ganham à família, é importante que, em cada dia de escola, a escola seja capaz de sentir aquela criança e dar-­‐lhe espaço para o seu próprio ritmo.

12- Mais espaço para os porquês! - as crianças estão a despertar e vivem à descoberta do mundo, é natural e desejável que tenham um sem fim de questões sobre tudo o que está à sua volta. A escola deve não só aceitar os porquês de todas as crianças, como deve dar‐lhes asas e transformar cada porquê numa fonte de aprendizagem e crescimento.

Assim, de desejo em desejo, acreditamos que a escola se pode transformar, que se pode tornar num lugar mágico de aprendizagem e cooperação. Desejamos uma escola que sabe olhar para cada criança e para a sua história e, assim, escutá-la e estimula-la a aprender. Desejamos uma escola que não se esquece que as crianças aprendem melhor, quando brincam e se sujam, quando as ensinam e o fazem com paixão, como quem conta uma história, ligando todos os pontos. Uma escola que por tão sabia que é, sabe que o mais importante de tudo, é a criança e só quando ela se sente bem e tranquila, consegue aprender… Afinal, o que se passa no coração de uma criança, deve ocupar mais espaço na sua vida, do que as matérias escolares.


Artigo desenvolvido por:
Cátia Lopo & Sara Almeida

Escola do Sentir

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