TUBARÕES

EO 2016 Vida Animal | Fonte: Adn - Aquarium Design
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Poucos animais suscitam tanto fascínio e medo como os tubarões. A verdade é que a maioria das espécies de tubarão é inofensiva.

Das 350 espécies existentes, menos de 35 são potencialmente perigosas. Além disso, na maior parte dos casos os tubarões são de pequeno porte, o mais pequeno atinge apenas 25 cm.

Os tubarões são uns verdadeiros sobreviventes: apareceram na terra há cerca de 400 milhões de anos, ou seja, os primeiros tubarões têm sensivelmente o dobro da idade dos primeiros dinossáurios e existem atualmente espécies que surgiram no tempo dos últimos dinossáurios, há cerca de 65 milhões de anos. No entanto, chegaram até nós muito poucos fósseis destes animais. Este facto explica-se por os tubarões, conjuntamente com as raias e quimeras, constituírem um grupo de peixes cujo esqueleto é formado por cartilagem, semelhante à ponta do nosso nariz.

O sucesso evolutivo destes animais deve-se aos seus apurados sentidos, que lhes permitem ser predadores eficazes, ao mesmo tempo que se adaptaram aos diversos habitats do globo: habitam desde as águas polares às tropicais, entre a superfície e os 3000 metros de profundidade.

Atualmente, são alvos da pesca, sendo mundialmente perseguidos e capturados, o que põe mesmo em causa a sua existência em muitas partes do globo. Algumas espécies, como o tubarão-branco, já gozam de proteção em muitos países.

A sua captura deve-se não só à sua fama, mas decorre também da grande variedade de produtos que deles se retiram. Quase todas as partes têm aplicação. A carne é utilizada como fertilizante, isco e para consumo humano, a cartilagem para tratamento de queimaduras, a pele como abrasivo e do fígado retiram-se várias substâncias com aplicações farmacêuticas e cosméticas. Até os olhos são utilizados para transplante de córnea.

Contudo, apesar da sua má reputação, os tubarões são animais essenciais ao equilíbrio dos oceanos pois muitos, como predadores de topo, ajudam na regulação das diferentes populações de animais, pelo que devemos contribuir para a sua preservação.


Texto desenvovido por ADN - AQUARIUM DESIGN