UM PASSEIO CHEIO DE SAL...

EO 2017 AlcochetePasseio5€
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Poucos as conhecem. Ficam a dois passos de Lisboa e são um verdadeiro santuário da vida animal. As salinas do Samouco, na margem sul, proporcionam um passeio de rara beleza e muito interessante.

Só tem que levar calçado e roupa confortável para uma aventura onde há, também, os belos flamingos cor-de-rosa.

1 No concelho de Alcochete está a mais importante zona húmida do País e uma das mais importantes da Europa. Está classificada como Reserva Natural, um estatuto que lhe foi atribuído devido à diversidade de aves migratórias que escolhem o estuário do Tejo como habitat durante o inverno. Imagem só que nos períodos de migração, a Reserva Natural do Estuário do Tejo é local de abrigo para mais de 120.000 aves!


2 Para aproveitar ao máximo o passeio pelas salinas, recomenda-se o recurso a visitas guiadas. São muito mais ricas, estão estruturadas e dão muito mais segurança a quem faz um passeio deste tipo com crianças. Um fim de semana por mês, a Fundação das Salinas abre as suas portas para uma visita guiada. São visitas que recorrem ao chamado “Percurso do Flamingo”. Trata-se de uma visita que tem como principais atrativos a avifauna, a salicultura tradicional, a flora das salinas, os burros mirandeses e a paisagem no seu todo. Que tal? Parece ser interessante!

3 O “Trilho do Flamingo” pode ser feito logo pela manhã e a hora de inicio depende da época do ano. O complexo de Salinas de Samouco abrange uma vasta área de 360 hectares. É, verdadeiramente, uma grande casa onde as aves se alimentam, se refugiam e nidificam. Não é de estranhar que o passeio seja uma autêntica aula e uma descoberta do mundo maravilhoso das aves que quase todos desconhecemos. Claro que as estrelas do passeio são os lindíssimos flamingos cor-de-rosa. Nunca mais os vamos esquecer.

4 Mas as salinas do Samouco apresentam-se, também, como um exemplo vivo daquela que foi, durante muito tempo, a principal atividade económica de Alcochete – a salicultura. Depois de ser extraído dos enormes tanques, ainda visíveis no Estuário do Tejo, o sal era transportado, posteriormente, para o cais de Lisboa e exportado para o estrangeiro. No Samouco, crianças e adultos podem descobrir a fantástica arte da captura do sal. No tempo quente, é de não perder a rapação do sal.

5 A rapação do sal é o momento alto da visita. É a altura de sermos salineiros por um dia. E que experiência engraçada, ver como da água do mar se formam aqueles cristais de sal, como depois os juntamos em montinhos, as pequenas pirâmides, como é necessário ensacá-lo e, finalmente, fazer a sua distribuição. Mas a visita é, também, uma viagem ao passado. Na Casa do Engenho a roda hidráulica é do século XVIII, totalmente recuperada e movida a energia solar, que hoje permite bombear a água em excesso dos tanques cristalizadores.

6 Quem visita as salinas pode também deliciar-se com as dezenas de burros mirandeses que estão no local. Estes burros são a única espécie certificada de burros portugueses, que ali se encontram ao abrigo de um projeto de conservação.

7 Como os burros, também existem nas salinas outros tipos de mamíferos como coelhos-bravos, raposas e micromamíferos tais como ratos e ratazanas. Apesar de atuarem maioritariamente em ambiente noturno, estes animais são também contabilizados como pertencentes do habitat das salinas uma vez que os visitantes também procuram por eles, principalmente as crianças. Porque será?! Divirtam-se!