DA GALERIA ATÉ À TORRE

EO 2018 Porto e NorteCentros de Ciência Viva
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Esta viagem parte do novo Centro Ciência Viva, a Galeria da Biodiversidade, uma celebração da vida em pleno Jardim Botânico do Porto. E porque o Porto é uma cidade panorâmica terminamos a olhar o céu e o universo.

O mais recente Centro Ciência Viva, a Galeria da Biodiversidade, ocupa a antiga casa dos avós de Sophia de Mello Breyner Andresen e recebe os visitantes no seu átrio com o esqueleto da jovem baleia-azul... Tal como Sophia escreveu no livro “A Saga”. A exposição permanente junta animais naturalizados com objetos e módulos interativos numa celebração da vida nas suas dimensões biológica, estética, literária e histórica. Cada sala conta-nos uma história, levanta-nos uma questão ou atinge-nos com uma provocação.

Mas há mais para ver. Recentemente, atracou na Galeria da Biodiversidade a grande arca fotográfica que pretende retratar e dar a conhecer todas as espécies em cativeiro. Do fotógrafo da National Geographic, Joel Sartore, a exposição "Photo Ark" é a nova arca de Noé que procura sensibilizar o público para a conservação dos animais em extinção. O projeto conta já com mais de 7 mil registos fotográficos de espécies ameaçadas e poderá encontrar na exposição as fotografias mais emblemáticas deste trabalho.

À saída da Galeria, o Jardim Botânico é um espaço único para nos perdermos sem um mapa na mão. Recomenda-se uma visita guiada para descobrir os melhores segredos
deste lugar, cuja importância está, não só na sua coleção grandiosa e rara de espécies botânicas – em particular as exóticas, mas também na sua riqueza histórica e literária.

Depois de uma viagem pela biodiversidade no planeta Terra, que tal olharmos o céu? A Galeria da Biodiversidade é vizinha de um outro centro Ciência Viva, o Planetário do Porto. Aqui, encontra um dos melhores miradouros da cidade com vista para o universo. Em cada sessão, uma nave espacial imaginária percorre o espaço e o tempo a alta velocidade, desvendando várias histórias do mais além.

De regresso à cidade, com novos horizontes na bagagem, deixe-se guiar pelos cheiros, pelas pessoas, pelas ruas e ruelas até chegar ao ponto alto do Porto, a Torre dos Clérigos. São precisos 76 metros, 240 degraus e algum fôlego, mas vale a recompensa: uma vista de 360º sobre o Porto e um dos melhores pores-do-sol da cidade. Durante algum tempo, este foi o maior edifício de Portugal. Serviu de orientação aos barcos, foi telégrafo e até relógio. Mas o que mais intriga nesta torre é o seu arquiteto (que, na realidade, era antes pintor). Nicolau Nasoni está para o barroco do Porto mais ou menos como Gaudí está para o modernismo de Barcelona. Há obras dele espalhadas por toda a cidade. Quando morreu, foi sepultado nesta torre, mas ninguém sabe muito bem onde. Talvez queiram dar um palpite!

Com um cartão, um guia e uma app pode planear um ano inteiro de programas em família beneficiando das vantagens que os Circuitos Ciência Viva de todo o país lhe oferecem.