COMER E DAR DE COMER ÀS GALINHAS

EO 2017 Região de LisboaParque
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Quase nos esquecemos que o campo existe. Vamos relembrar as nossas raízes!

Quando nos embrulhamos na vida da cidade quase nos esquecemos que o campo existe e que é de lá que nos chegam os alimentos. Mas felizmente há sítios como a Quinta Pedagógica Armando Villar que nos relembram as nossas raízes.

O espaço, na povoação de Cobre, muito perto de Cascais, resulta da reconstrução de uma quinta tradicional portuguesa que existia nos meados do século XX. É a primeira Quinta Pedagógica Biológica do País e é, principalmente para as crianças, um verdadeiro museu vivo de como é a vida numa quinta.

Um pouco por todo o lado encontramos sinais de um tempo já passado; os vários engenhos tradicionais de captação de água, a picota, a nora ou o moinho de vento. Cada passo que damos é para aprender mais sobre os pomares, as hortas ou os animais presentes numa quinta… e há tantos: galinhas, perus, patos e gansos, ovelhas e até um burro, para não falar dos engraçadíssimos porcos pretos mais as suas brincadeiras na lama.

Na quinta, todos sujam as mãos e os animais não estão atrás de nenhuma grade ou vidro. Estão mesmo ali, para nós lhe tocarmos e fazermos festinhas, se eles deixarem, claro. Na Quinta, com as atividades para famílias, ficamos também a conhecer, por exemplo, a farmácia da natureza ou aprender a fazer uma broa no forno de lenha.

Completamente cheios de tanto campo, o melhor é mesmo procurar o Moinho D. Quixote, em plena serra, a caminho de Colares. O restaurante vive à sombra de um antigo moinho tradicional português restaurado. A paisagem para o mar é de tirar a respiração e o ambiente é cheio de cores e sabores da América do Sul.

Para acabar o dia em grande, mesmo ali ao pé está o Cabo da Roca. Vale a pena a visita, nem que seja para ver a magnífica vista para o oceano. No regresso a casa todos vêm mais inchados com os respetivos certificados de presença de terem estado no ponto mais ocidental da Europa. Que honra!