DESCOBRIR O DINHEIRO

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ATIVIDADE GRÁTIS

Será que se pode brincar com o dinheiro ou é coisa muito séria, só para adultos?

Claro que se pode brincar! O Museu do Dinheiro serve para isso mesmo: para que a família se divirta e descubra a história e a importância do dinheiro.

1. O Museu do Dinheiro fica numa zona lindíssima da cidade, mesmo junto à Câmara Municipal, em plena Baixa. Ao visitá-lo, a primeira surpresa é descobrir que está dentro de uma antiga igreja, a Igreja de São Julião. Entramos e ficamos de boca aberta, o magnífico hall é imponente. Já valeu a pena. Segue-se outra surpresa: a bilheteira esconde-se atrás de uma porta-cofre de 1932, norte-americana, que tem mais de sete toneladas de aço. Antigamente, escondia as reservas de ouro do banco. Entrando por essa magnífica porta, à direita, está um cofre aberto com uma barra de ouro verdadeira, em que se pode tocar. Para crianças e adultos, é um momento único. Aquilo é ouro verdadeiro.

2. A visita tem momentos muito interativos e outros, mais clássicos, de descoberta das peças expostas no museu. Claro que há moedas e notas, mas também artigos pré-monetários, coisas que já valeram como se fossem dinheiro. O museu tem exemplares raros das primeiras moedas e das primeiras notas, como por exemplo a primeira moeda do mundo ocidental, que remonta ao sétimo século a.C., ou a primeira nota usada no Oriente, um Guan, da Dinastia Ming e, ainda, o raríssimo Morabitino, de Sancho II de Portugal. Há, também, notas de todo o mundo. Muitas são sobre o tempo em que Portugal ocupou os territórios ultramarinos, as ex-colónias. Mas também há notas das Américas a África, passando pela Ásia. Sobre Portugal, pode acompanhar-se toda a história do nosso dinheiro até aos dias de hoje, em que o Euro é uma partilha de vários países europeus.

3. No Museu do Dinheiro, os burlões não foram esquecidos como é o caso do português Alves dos Reis e da sua incrível história de burla ao Estado português. No Museu fala-se também em contrafação. Há uma zona até para comprovar a genuinidade e comparar moedas verdadeiras a outras contrafeitas.

4. A visita tem ainda 12 zonas interativas em que a tecnologia permite maravilhas, por exemplo, “fazer-se” uma nota de dez escudos, de 1920, com a nossa cara. É possível aceder a toda essa informação e imprimir as “notas” em casa. Incrível, não é? Com o bilhete de entrada, pode aceder-se a uma série de atividades virtuais. As crianças vão adorar a parede onde é possível brincar com moedas num quadro interativo.

5. No museu, há uma outra zona que se chama “Testemunhar”. Um espaço muito curioso. Nele, cada visitante pode deixar uma história sua sobre a relação que tem com o dinheiro. São testemunhos em vídeo que se podem depois ver nas colunas da sala e que ficam para a História. Algumas chegam a ser tocantes, sobre as dificuldades de quem tem pouco dinheiro. Uma sala importante para adultos e crianças, mas principalmente para os mais novos que descobrem aqui a importância que o dinheiro tem nas vidas das pessoas. Uma visita a todos níveis surpreendente, não?