CASTELO DOS MOUROS

EO 2019 SintraVisita2ª a Dom.: 9.30h-20h M/06,50€ / 8€
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Instalado num dos cumes da belíssima serra de Sintra, o Castelo dos Mouros é uma fortificação construída em torno do século X após a conquista muçulmana da Península Ibérica. Aproveite e leve os miúdos à descoberta desta fortificação.

Duas cinturas de muralhas contornam de forma irregular os blocos graníticos da serra, por entre penedos e sobre íngremes penhascos. Ao longo dos caminhos de ronda é possível admirar uma paisagem única que exibe, em primeiro plano, a vila, o Paço de Sintra, o Palácio da Pena e a serra e, para além destes, a extensa planície a norte e o oceano Atlântico.

A configuração atual do Castelo dos Mouros é fruto de diversas campanhas e acontecimentos, destacando-se as intervenções realizadas durante a primeira dinastia, iniciadas por D. Afonso Henriques após a tomada de Lisboa e Santarém (1147), até à utilização da fortificação no reinado de D. Fernando I (1383), os danos causados pelo terramoto de 1755, as obras de restauro de D. Fernando II no século XIX, ao gosto romântico da época, e ainda as intervenções conduzidas pela Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, no século XX.

Até à implementação do projeto de requalificação global “À Conquista do Castelo”, conduzido pela Parques de Sintra-Monte da Lua, o Castelo não teve grandes alterações.

Os trabalhos arqueológicos realizados em vários setores do Castelo, no âmbito do projeto “À Conquista do Castelo”, permitiram compreender a ocupação do local ao longo dos séculos, tendo sido possível identificar um cemitério medieval cristão, silos e alicerces de habitações muçulmanas, bem como objetos e artefactos da Idade do Bronze, da Idade do Ferro e do Neolítico, destacando-se um vaso cerâmico completo do 5º milénio a.C..

No espaço das Antigas Cavalariças identificaram-se pavimentos em pedra, possivelmente construídos durante as reformas de D. Fernando II, e uma galeria de escoamento de águas da cisterna que o atravessa de oeste a este.

Foram ainda descobertas várias bases de silos escavados na rocha, e muros de uma habitação muçulmana com artefactos cerâmicos do século XI-XII. É sobre esta que assenta todo o pano de muralha nascente, demonstrando que este troço terá sido construído a partir da segunda metade do século XII, após a reconquista cristã.

Nas restantes áreas escavadas no interior da fortificação também foi possível identificar mais zonas de silos e outras estruturas relacionadas com o espaço doméstico, onde foram recolhidas várias moedas da primeira dinastia portuguesa, variado espólio de osso e marfim e cerâmica de todas as épocas, desde o Neolítico até ao século XIX.