UMA VIAGEM PELAS MARAVILHAS DO CÉREBRO HUMANO

EO 2019 LisboaAtividades Pedagógicas e LúdicasAté 10 Jun.: 10h-18h (encerra 3ª)M/05€
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O cérebro humano é das coisas mais fascinantes e complexas conhecidas que ainda levanta diversas questões. Responsável pela evolução da espécie e invenções ao longo dos séculos, este órgão é a grande estrela da nova exposição da Fundação Calouste Gulbenkian – “Cérebro – mais vasto que o céu”. Em exibição até 10 de junho.

A exposição começa por explicar o que é o cérebro. Um órgão com 500 milhões de anos. Aqui, pode encontrar o fóssil do órgão mais antigo do planeta e ver um neurónio gigante.

Um cérebro com 500 milhões de anos e um cérebro moderno. Dois neurónios gigantes, fragmentos de um papiro egípcio. Um quadro de Bridget Riley, uma orquestra de cérebros, robôs… Uma viagem ao cérebro para todas as idades: a sua origem, a complexidade da mente humana e os desafios das mentes artificiais.

Esta exposição é uma viagem única à volta do cérebro: a sua origem, a complexidade da mente humana, os desafios das mentes artificiais. Mostra-se um cérebro com 500 milhões de anos, um cérebro moderno, uma sinapse interativa gigante, fragmentos de um papiro egípcio, um quadro da artista Bridget Riley, uma orquestra de cérebros, robots… Atividades interativas, documentos históricos e paleontológicos, pintura, modelos tridimensionais e infografias combinam-se para produzir uma exposição entusiasmante para todas as idades.

Partindo do poema de Emily Dickinson, The brain – is wider than the sky, a exposição abre apresentando o cérebro sem qualquer recurso a informação científica, utilizando imagens deslumbrantes da peça Self reflected de Greg Dunn.

A origem e complexidade do cérebro, e aquilo que conhecemos da forma como gera algumas das características que identificamos como humanas – memória, perceção, linguagem, emoções –, a par de doenças que decorrem do mau funcionamento de diferentes componentes deste sistema, são exploradas nos dois primeiros módulos. O terceiro módulo da exposição, aborda a tecnologia de interface cérebro-máquina e as suas aplicações, a inteligência artificial e a robótica.

Cérebro – mais vasto que o céu pretende também construir a necessária ponte entre nós e os animais – para que possamos compreender o nosso lugar na natureza. É esta relação permanente que, ao longo da exposição, permite ao visitante construir uma narrativa que das ciências naturais e sociais se vai estendendo à Filosofia, às Artes e às Humanidades.

Self Reflected
A instalação vídeo que abre a exposição proporciona uma experiência imersiva, emocional e sensorial, que conduz o visitante para dentro de um cérebro. As imagens são da obra “Self-reflected” do artista e neurocientista norte-americano Greg Dunn e o ambiente sonoro foi criado expressamente pelo compositor Rodrigo Leão.

No princípio não havia cérebros
A origem dos cérebros, enquanto processo de evolução biológica, serve para apresentar a complexidade do cérebro humano como parte de um contínuo evolutivo. A apresentação de modelos de cérebros de diferentes vertebrados (peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos) ilustra como estes grupos têm cérebros muito diferentes, mas constituídos pelas mesmas partes.

Neste núcleo é explicado como o cérebro recebe informação sensorial e executa programas motores. O papel do córtex sensorial e motor é ilustrado recorrendo a homúnculos motor e sensorial interativos. A peça central deste módulo é um neurónio gigante suspenso do teto que simula uma sinapse: o neurónio dispara em reação à presença de visitantes. A diversidade de neurónios pode ainda ser explorada num museu digital – uma colaboração com a EyeWire e o Allen Institute for Brain Science.

Pense no cérebro
A Orquestra de Cérebros está no centro deste módulo enquanto instalação multimédia na qual quatro visitantes podem visualizar e ouvir, em simultâneo, a sua atividade cerebral. Os sinais, captados por um capacete, são projetados numa tela de grandes dimensões e a sua tradução em sons foi desenvolvida por Rodrigo Leão. Explica-se também como a complexidade do cérebro dá origem à experiência mental que temos do mundo e de nós próprios – da memória à linguagem, perceção e emoções.

Um quadro de Bridget Riley, da coleção do Museu Gulbenkian, ilustra como os princípios percetivos por detrás das ilusões óticas foram utilizados pela corrente artística OpArt. Uma peça interativa sobre animais que possuem a capacidade de aprendizagem vocal – um dos pilares da linguagem oral nos humanos – apoia a secção sobre linguagem.

Mentes Artificiais
Aqui aborda-se como o desenvolvimento das tecnologias de inteligência artificial e da robótica tornaram possível replicar a complexidade de organização do cérebro e do seu processamento de informação em sistemas artificiais. Mostra-se também como a atividade cerebral está a ser utilizada para controlar utensílios externos, incluindo em contextos biomédicos por doentes com incapacidades motoras. Recorrendo a uma tecnologia idêntica, os visitantes poderão jogar Mindball, um jogo de futebol mental em que duas pessoas se defrontam movimentando uma bola em direção à baliza do adversário, com base nas suas ondas cerebrais.

Os robots pintores de Leonel Moura executam telas em tempo real durante todo o período da exposição: será a criatividade uma propriedade exclusivamente humana? Publicando fotos no twitter ou Instagram utilizando a hashtag #collectivebrainx os visitantes podem participar  na obra de arte coletiva Cérebro Coletivo X proposta por ALAgrApHY