A IMPORTÂNCIA DE GUARDAR AS CÉLULAS ESTAMINAIS

EO 2019 Fonte: Crioestaminal
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Sabia que guardar as células estaminais do cordão umbilical é uma opção que alarga as possibilidades de tratamento futuro? As células estaminais são células com capacidade para se transformarem e darem origem às células adultas que constituem os tecidos e órgãos do nosso corpo.

Durante o desenvolvimento embrionário, as células estaminais especializam-se originando os vários tipos de células do corpo, como células do músculo cardíaco, células nervosas, glóbulos vermelhos ou células da pele. Mais tarde, já em adultos, as células estaminais permitem a reparação de tecidos danificados e substituem as células que vão morrendo.

As Células Estaminais do Sangue do Cordão Umbilical

O sangue do cordão umbilical é atualmente considerado uma fonte de células estaminais alternativa à medula óssea e pode ser usado para o tratamento de mais de 80 doenças, que incluem doenças do sangue (como leucemias e alguns tipos de anemias) e do sistema imunitário, e ainda doenças metabólicas, tendo já sido realizados mais de 40.000 transplantes com sangue do cordão umbilical em todo o mundo. Para além disso, a sua utilização encontra-se em estudo em ensaios clínicos (utilização experimental em humanos), em doenças como paralisia cerebral, autismo, perda auditiva, diabetes tipo 1 e lesões da espinal medula, entre outras, o que poderá aumentar o leque de aplicações clínicas do sangue do cordão umbilical.

As Células Estaminais do Tecido do Cordão Umbilical

O tecido do cordão umbilical é muito rico num outro tipo de células, as células estaminais mesenquimais, que poderão vir a ser úteis para o tratamento de um conjunto alargado de doenças. As células estaminais mesenquimais podem diferenciar-se em cartilagem, osso, músculo e gordura. Para além disso, estas células têm a capacidade de regular a resposta do sistema imunitário e assim aumentar a probabilidade de sucesso dos transplantes, quando utilizadas em conjunto com células estaminais hematopoiéticas. O potencial destas células encontra-se também em estudo em ensaios clínicos em doenças como diabetes, colite ulcerosa, cirrose hepática, cardiomiopatias, esclerose múltipla, lúpus e doença do enxerto contra hospedeiro, entre outras.
Dadas as aplicações atuais e o crescente número de ensaios clínicos com células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical, a decisão de guardar estas células, cuja colheita pode apenas ser feita no momento do parto, assume grande importância.

Crioestaminal, 17 tratamentos em 12 crianças

A Crioestaminal, foi fundada em 2003 por um grupo de investigadores e profissionais de saúde, tendo sido o primeiro banco de criopreservação de células estaminais em Portugal. Atualmente, possibilita às famílias guardarem as células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical, um bem único que apenas pode ser colhido no momento do parto.
Desde o primeiro dia que o seu objetivo é o de possibilitar o acesso das famílias a terapias avançadas e promover o alargamento de aplicações de vanguarda com células estaminais.
A Crioestaminal é o banco português com mais amostras de células estaminais utilizadas no tratamento de crianças, foram já realizados 17 tratamentos em 12 crianças, nomeadamente: um caso de imunodeficiência combinada severa (IPO do Porto); um caso de leucemia mieloide aguda (Hospital Niño Jesus, em Espanha); oito no âmbito da paralisia cerebral (sete nos EUA e uma em Espanha), dois casos no âmbito de doenças do espectro do autismo (nos EUA).

Conheça algumas das famílias Crioestaminal em www.crioestaminal.pt